Estamos aqui na humildade passando o Maximo possível do conteúdo que temos pra que vocês possam entender e dominar o instrumento que é tão cobiçado por vocês...
Esperamos que o conteúdo que iremos passar possa estar ajudando,pois este é nosso objetivohttp://edecristo.blogspot.com/p/aula-de-teclado.html,vamos ta indicando musica e se tivemos tempo vamos postar vídeos no youtube,ou podemos indicar vídeos do youtube pra vocês também,mais tudo que possa ta deixando você se familiarizando com o teu teclado,sou o Edilson e será um prazer passar essa tarefa pra vocês...
Mini-Curso de Teclado
Guia de introdução para Teclado
Acordes - Parte II Tríades - Classificação dos Acordes
Classificação do Acorde Quanto a Sua Formação Interválica
Como vimos na aula anterior podemos classificar os acordes de acordo com sua formação interválica:
- De acordo com o intervalo de terça ele pode ser maior (3M) ou menor(3m). - De acordo com o intervalo de quinta ele pode ser diminuto (5dim) , perfeito (5j) ou aumentado (5aum).
Classificação do Acorde Quanto o seu Baixo
Chamamos de baixo a nota mais grave do acorde. Podemos montar o acorde não apenas partindo de sua nota tônica mas também a partir de qualquer outro intervalo. De acordo de com o seu baixo, ou seja, sua nota mais grave o acorde pode ser classificado como fundamental ou invertido.
Acorde fundamental é aquele em que o seu baixo é a nota fundamental, ou seja, a tônica será a nota mais grave.
Exemplo l - Acordes Fundamentais - Tônica no Baixo
C – E -G, T=C
D – F# - A, T=D
E – G# - B, T=E
Acorde Invertido é aquele em que o baixo não é a nota fundamental.
Quando a terça está no baixo dizemos que o acorde está na 1a. inversão.
Exemplo 2 - Acordes Invertidos - 1ª Inversão - Terça no Baixo
E – G – C, T=E
F# - A – D, T=F#
G# - B – E, T=G#
DÓ Maior com MI no baixo
DÓ Maior na 1ª Inversão
Quando a Quinta está no baixo dizemos que o acorde está na 2a. inversão.
Exemplo 3 - Acordes Invertidos - 2ª Inversão - Quinta no Baixo
DÓ Maior com SOL no baixo
DÓ Maior na 2ª Inversão
Exemplo 4 - Acodes Abertos e Fechados
Podemos também classificar os acordes em abertos e fechados. Os acordes fechados são como os vistos nos exemplos anteriores apesar de funtamentais ou invertidos, as notas estão contidas dentro de uma oitava. Veja os exemplos anteriores, todos os acordes são fechados.
Os acordes abertos são aqueles em que as notas de sua formação estão além de uma oitava.
Classificação do Acorde Quanto a Sua Formação Interválica
Como vimos na aula anterior podemos classificar os acordes de acordo com sua formação interválica:
- De acordo com o intervalo de terça ele pode ser maior (3M) ou menor(3m). - De acordo com o intervalo de quinta ele pode ser diminuto (5dim) , perfeito (5j) ou aumentado (5aum).
Classificação do Acorde Quanto o seu Baixo
Chamamos de baixo a nota mais grave do acorde. Podemos montar o acorde não apenas partindo de sua nota tônica mas também a partir de qualquer outro intervalo. De acordo de com o seu baixo, ou seja, sua nota mais grave o acorde pode ser classificado como fundamental ou invertido.
Acorde fundamental é aquele em que o seu baixo é a nota fundamental, ou seja, a tônica será a nota mais grave.
Exemplo l - Acordes Fundamentais - Tônica no Baixo
C – E -G, T=C
D – F# - A, T=D
E – G# - B, T=E
Acorde Invertido é aquele em que o baixo não é a nota fundamental.
Quando a terça está no baixo dizemos que o acorde está na 1a. inversão.
Exemplo 2 - Acordes Invertidos - 1ª Inversão - Terça no Baixo
E – G – C, T=E
F# - A – D, T=F#
G# - B – E, T=G#
DÓ Maior com MI no baixo
DÓ Maior na 1ª Inversão
Quando a Quinta está no baixo dizemos que o acorde está na 2a. inversão.
Exemplo 3 - Acordes Invertidos - 2ª Inversão - Quinta no Baixo
DÓ Maior com SOL no baixo
DÓ Maior na 2ª Inversão
Exemplo 4 - Acodes Abertos e Fechados
Podemos também classificar os acordes em abertos e fechados. Os acordes fechados são como os vistos nos exemplos anteriores apesar de funtamentais ou invertidos, as notas estão contidas dentro de uma oitava. Veja os exemplos anteriores, todos os acordes são fechados.
Os acordes abertos são aqueles em que as notas de sua formação estão além de uma oitava.
Título: Agrupamentos harmônicos
Quantas vezes você já se deparou com o sinal de adição numa música, como: D7+ , C9+, F5+... se você já está no campo da música há muito tempo já está careca de vê-la.
Mas o que significa?
Eu, por ser autodidata, aprendi nos livros que significa aumentada, quando estiver na frente de números, exceto os 7 e 14 graus, então F5+ seria: Fá com Quinta aumentada, certo?
Mas está errado...
Sempre, independente do que aparecer, SEMPRE, o sinal "+" significa aumentado. Veja um exemplo.
Então esse acorde seria assim.
Tomando a escala de Fá maior como exemplo:
Fá____Sol____Lá___Lá#____Dó___Ré____Mi____Fá
1º grau 2º grau 3º grau 4º grau 5º grau 6º grau 7º grau 8º grau
Então a tríade de Fá, seria:
1º grau - Fá
3º grau - Lá
5º grau - Dó
Sendo que, conforme a cifra F5+, o quinto grau não é o natural, mas aumentado, o que daria:
1º grau - Fá
3º grau - Lá
5º grau aumentado - Dó#
Agora o que me diz de D7+?
Seguindo a escala de Ré, teremos:
Ré - Ré# - Mi - Fá - Fá# - Sol - Sol# - Lá - Lá# - Si - Dó - Dó# - Ré
Tríade de Ré
1º grau - Ré
3º grau - Fá#
5º grau aumentado - Lá
Tétrade de Ré
1º grau - Ré
3º grau - Fá#
5º grau - Lá
7º grau - Do#
Então a cifra: D7+, aplicando a regra correta, seria:
1º grau - Ré
3º grau - Fá#
5º grau aumentado - Lá#
7º grau - Do
Mas para não criar confusão, adota-se a seguinte regra:
No caso dos graus maiores (que pertencem à escala do acorde), deverá cifrá-los com um M (eme maiúsculo) ou Maj (Major - em espanhol significa maior), então ao invés de D7+ (que significa Ré aumentado (com quinta aumentada) e Sétima), a cifra correta para Ré com Sétima Maior seria: D7M ou Dmaj7.
Quantas vezes você já se deparou com o sinal de adição numa música, como: D7+ , C9+, F5+... se você já está no campo da música há muito tempo já está careca de vê-la.
Mas o que significa?
Eu, por ser autodidata, aprendi nos livros que significa aumentada, quando estiver na frente de números, exceto os 7 e 14 graus, então F5+ seria: Fá com Quinta aumentada, certo?
Mas está errado...
Sempre, independente do que aparecer, SEMPRE, o sinal "+" significa aumentado. Veja um exemplo.
Então esse acorde seria assim.
Tomando a escala de Fá maior como exemplo:
Fá____Sol____Lá___Lá#____Dó___Ré____Mi____Fá
1º grau 2º grau 3º grau 4º grau 5º grau 6º grau 7º grau 8º grau
Então a tríade de Fá, seria:
1º grau - Fá
3º grau - Lá
5º grau - Dó
Sendo que, conforme a cifra F5+, o quinto grau não é o natural, mas aumentado, o que daria:
1º grau - Fá
3º grau - Lá
5º grau aumentado - Dó#
Agora o que me diz de D7+?
Seguindo a escala de Ré, teremos:
Ré - Ré# - Mi - Fá - Fá# - Sol - Sol# - Lá - Lá# - Si - Dó - Dó# - Ré
Tríade de Ré
1º grau - Ré
3º grau - Fá#
5º grau aumentado - Lá
Tétrade de Ré
1º grau - Ré
3º grau - Fá#
5º grau - Lá
7º grau - Do#
Então a cifra: D7+, aplicando a regra correta, seria:
1º grau - Ré
3º grau - Fá#
5º grau aumentado - Lá#
7º grau - Do
Mas para não criar confusão, adota-se a seguinte regra:
No caso dos graus maiores (que pertencem à escala do acorde), deverá cifrá-los com um M (eme maiúsculo) ou Maj (Major - em espanhol significa maior), então ao invés de D7+ (que significa Ré aumentado (com quinta aumentada) e Sétima), a cifra correta para Ré com Sétima Maior seria: D7M ou Dmaj7.
No caso dos menores, serão grafados sem sinal algum, portanto D7 é um acorde dominante (Ré - Fá# - Lá - Dó) - note que a sétima (Dó) é o sétimo grau menor - veja na escala de Ré).
Acorde D7+
1º grau - Ré
3º grau - Fá#
5º grau aumentado - Lá#
7º grau - Do
Acorde DMaj7 - D7M
1º grau - Ré
3º grau - Fá#
5º grau - Lá
7º grau - Do#
Então não faça confusão: O sinal de "+" sempre, por default, significa Acorde com 5ª aumentada, não importando onde estiver esse sinal.
Título: Campo Harmônico Explicação
Sem dúvida este é um dos assuntos mais importantes para quem quer realmente se tornar músico, pois o campo harmônico nos dá a completa visão das possibilidades harmônicas que temos assim como toda a visualização de escalas, tornando assim o estudo puramente matemático e claro. Primeiramente temos que entender para quê serve o campo harmônico, qual sua finalidade.
O campo harmônico traduz na verdade algo que nós sabemos por instinto, por exemplo, quando você esta compondo uma musica, instintivamente você tenta achar uma seqüência melódica que te agrade, e nas tentativas, é claro que as vezes tocamos seqüências de acordes que parecem não combinar entre si, isso se deve ao fato de que existe uma seqüência de acordes que se combinam, existe portanto uma seqüência melódica, por exemplo, seria a diferença de tocar em seqüência um acorde maior/ menor/ menor/ menor/ menor/ maior temos uma progressão, que quando tocada soa estranho, isso porque existe uma regra para combinação de acordes, isso não pode ser feito aleatoriamente, você terá um efeito horrível se você tocar uma seqüência :
Cm DmEm Fm Gm Am Bm
Isso não pode ser feito, então o campo harmônico serve para nos mostrar a sequência de acordes que irá soar perfeitamente e aonde estariam as escalas para aplicação. Vendo o campo, perceba que ele é composto por 7 graus, a escala musical é composta por sete notas, portanto uma seqüência melódica de acordes está relacionado com a escala musical que é a base de tudo. Na segunda aula analisaremos como é o vínculo entre as escalas e os acordes.
Veja no campo harmônico a seqüência de acordes com suas respectivas sétimas:
C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(b5)
Pois bem aqui temos o campo harmônico natural, ele servirá de base para criarmos os outros. Agora feito o primeiro campo temos uma definição sobre os graus.
I7M IIm7 IIIm7 IV7M V7 VIm7 VIIm7(b5)
Antes de seguir adiante vou explicar porque o sétimo grau é chamado de meio diminuto. A explicação básica do campo harmônico natural é que você tem uma seqüência de acordes que casam com as escalas, e que nenhum dos acordes e escalas nesse posicionamento tem sustenidos ou bemóis, pois bem faça um acorde de B, tanto faz ser maior ou menor, veja que notas fazem parte do acorde.... você irá achar o F#! Ele é a quinta justa de B!
Quinta justa seria o seguinte, quando você monta, por exemplo, o modelo maior ou menor da corda E ou A, existe um modelo para o acorde certo? Note que onde está o dedo 3 no acorde corresponde a quinta do acorde, a quinta justa então seria sempre onde está seu dedo 3, é chamado quinta justa porque a quinta de B é na verdade, vamos contar juntos
B/C/D/E/F 1/2/3/4/5, é a nota F, mas montando um acorde, a quinta é F#, baseado que no campo harmônico natural não pode haver sustenidos, temos que tirar esse sustenido do acorde!
Temos dois modelos para esse grau o meio diminuto e o quinta aumentada, ora a quinta justa de B é F# ,a quinta aumentada é G! Tiramos o sustenido que não pode ter! Agora como faremos para entender e criar os outros campos?
Agora você sabe quais acordes se casam, mas veja bem, existe sempre as exceções, muitas musicas são criadas com 2 campos diferentes, ou até 3, mas agora tudo têm uma explicação lógica e matemática, 2 casos comuns é em uma determinada música, ela se progredir para um outro campo harmônico. Então o campo harmônico além de facilitar o seu trabalho de composição, já te mostra onde estão as escalas para solar, já lhe dá opções de acordes e facilita e muito para tirar músicas de ouvido, ache dois, três acordes e tente identificar em que campo está, você poderá tirar o resto vendo quais os acordes que fazem parte do campo, e para solos ficará muito mais fácil tirá-lo, sabendo onde estão as escalas.
Título: Ciclo de quartas
Lendo diversos artigos sobre construção de escalas maiores e menores, sempre observei que orientavam para a construção de escalas maiores a partir do quinto grau, contúdo, com um professor de violão que iniciei recentemente, fui instruido a construí-las a partir do quarto grau ( ciclo de quartas ). Já tinha ouvido falar do ciclo de quintas. Existe isto ? Ciclo de quartas ? Poderia me mandar uma construção de escalas maiores iniciando por dó e partindo a seguinte do quarto grau ?
Os ciclos de 4° e 5° são para podermos indentificar na pauta qual a tonalidade da música, exemplo:
Construindo a escala de Do maior não teremos nenhum # ou b:
C D E F G A B C
No ciclo de quintas "pegaremos" a partir de Do a 5º nota da escala e contruiremos a escala Maior da nota em questão ( no caso G )
G A B C D E F#
Teremos a 1º escala com acidente ( 1# )
E assim por diante até completarmos 7# ( E# e B# )
No ciclo de 4º é o contrário teremos os acidentes em Bemol ( partindo da 4º da escala )
C D E F G A B C
1 2 3 4 5 6 7+ 8
F é o 4º grau então:
F G A Bb C D E F
Não poderemos colocar um A# no lugar de Bb apesar de serem enarmônicas. O motivo é que a escala já tem a nota Lá e se colocarmos A# no lugar de Bb a escala ficará sem a nota B.
Em todas as escalas maiores é obrigatório ter o Sistema Ocidental C D E F G A B C sejam alterados ou não.
Título: Como cifrar uma música
Não existe uma regra para cifrar uma música, o que estamos explicando as seguir são os toques básicos para cifragem.
Você deve ter em mente que para que a cifra fique boa, deve ter uma base de conhecimento de teoria musica, se quiser que fique ótima, daía vai ter que se esforçar um pouco e afundar a cara num livro, tipo Dicionário de Acordes Cifrados, do Almir Chediak, do contrário alguém sempre encontrará erros de escrita ou exageros e até "incompreenções" na sua escrita.
Grandes nomes como B. B. King não aprenderam a teoria, mas sabem-na devido à convivência, dependência e subsistência da música.
Antigamente era fácil você cifrar uma música porque sempre respeitavam (com algumas exceções) um campo harmônico mas hoje... quem nunca ouviu Oficina G3 sem se arrepiar... os caras tocam coisas que parecem desconexas, notas que nada têm a ver com o acorde base do hino. Esse é o motivo de "descabelo" entre os músicos que querem tocar as músicas deles.
Para aprender cifrar uma música você deve ter, além dos conhecimentos citados, criatividade, aliás, muuuuiiitttaaa criatividade se não sua música vai soar "Maria vai com as outras".
Lembre-se: Criatividade não se aprende em escolas, é um dom nato! O que você aprende nas escolas é teoria, aplicações, organização e o "idioma da música", isso equivale aprender a falar satisfação (correto) para não confundir com sastifação(incorreto), entendeu?
Mas vamos ao que interessa!
1 - Para cifrar uma música corretamente você precisa:
Saber de cor a melodia da música!
Isso quer dizer que não adianta ouvir uma música pela primeira vez e colocar o CD no CD-Player e tocar junto que vai sair igualzinho!
Procure aprender a melodia, cantar (nem que seja escondido, se a sua voz "não ajuda") ou assobiar a melodia de forma que quando o vocalista estiver cantando-a, você tenha uma intimidade com a música e saiba o caminho da melodia, dessa forma você pode improvisar usando sua criatividade e dando mais beleza à música.
Prestar atenção no baixo, que geralmente é o "condutor" da harmonia da música e saber diferenciar um C de C/E (não é tocar C - Dó-Ré-Mi com a mão direita e E - Mi-Sol#-Si com a esquerda...
C/E é um acorde de Dó com inversão de sua Terça, então a sequência seria: C/E - Mi-Sol-Dó. [Mais informações sobre inversões]
Saber diferenciar um acorde de passagem de um acorde fixo.
Acordes de passagem são aqueles que servem de ponte ou preparação para outro e são executados de forma rápida que às vezes passam despercebidos: Exemplo: C7, Am7, Dm7, G7... geralmente são os Dominantes.
Devem ser diferenciados exatamente porque são rápidos e podem passar sem ser notados.
Ter sempre um bom livro, revista ou "amigo" de teoria, para evitar erros como: C7+ (o sinal + significa aumentado e não Maior, como a maioria grafa)
Procure ler bastante, assinar Revistas, comprar livros que tenham estudos de teoria e métodos de cifragem. Uma boa sugestão: Visite nossa Seção Recomendamos.
2 - Como aplicar as simbologias
Pesquise o que você tem dúvida na hora de usar as simbologias, ninguém sabe tudo e na dúvida não escreva errado;
Discuta com outros músicos os símbolos que pode/deve usar.
3 - Usando a criatividade.
Essa é a parte mais sensível da coisa, digamos!
Se você vai à um museu, vê os quadros do Portinari e não consegue entender, tudo bem, seu ramo é outro!
Se assiste um teatro onde os caras ficam: batendo lata, ligando e acelerando moto-serras, esmeril, derramando tinta, barro em cima dos dançarinos (argh!), controle-se, sua veia criativa é outra!
Isso não quer dizer que os citados têm falta de criatividade, cada um na sua, mas com alguma coisa em comum (tá parecendo comercial de cigarros!).
O que vocês têm em comum?
Têm visão diferente da arte.
A criatividade é uma coisa natural, um bom pianista pode tocar a vida toda, sempre de forma metódica e não gostar do que faz, mas suas apresentações serão sempre um homem e um piano, o que é muito diferente de um piano e um músico.
Já imaginou que o Michael Jackson dissesse que "detesta música pop" sendo ele considerado o rei da música pop? Pois é o que ele declarou recentemente. Pois é, amigos isso se chama conveniência!
Existem muitas formas de cifrar um hino, veja algumas:
Título: Deus está aqui.
1ª cifra: Normal
C G7 C C7
Deus está aqui, aleluia!
F G7 C C7
Tão certo como o ar que eu respiro
F G C
Tão certo como o amanhã que se levanta
F G7 C
Tão certo como eu te falo e podes me ouvir
2ª cifra: Com um pouquinho de criatividade
C G/B E Am C7
Deus está aqui, aleluia!
F9 G7 C C7
Tão certo como o ar que eu respiro
F9 G/F C E Am Am/G*
Tão certo como o amanhã que se levan....ta
F F/G C G
Tão certo como eu te falo e podes me ouvir
3ª cifra: Mais um pouquinho de criatividade
C G/B E Am Gm7 C7
Deus está aqui, alelu.......ia!
F7M F/G C Gm7 C7
Tão certo como o ar que eu respiro
F7M G/F C E Am Am/G*
Tão certo como o amanhã que se levan....ta
Dm7 F/G C F/G
Tão certo como eu te falo e podes me ouvir
3ª cifra: Re-harmonização
C7M Bb7M Am7 Gm79 F#7(#11)
Deus está aqui, alelu.......ia!
F7M F/G C7M
Tão certo como o ar que eu respiro
F7M G/F B/E E7 Am Am/G
Tão certo como o amanhã que se levan........ta
Dm7 G7(b9) C9
Tão certo como eu te falo e podes me ouvir
Como podemos observar a criatividade quebra todas as regras, pois o campo harmônico de Dó maior obedece os seguintes critérios:
Tríade:
I II III IV V Vi VII Graus harmônicos
C DmEm F G Am Bm5- Acordes (cifras)
Dó - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si
Mi - Fá - Sol - Lá - Si - Dó - Ré
Sol - Lá - Si - Dó - Ré - Mi - Fá
Sem dúvida este é um dos assuntos mais importantes para quem quer realmente se tornar músico, pois o campo harmônico nos dá a completa visão das possibilidades harmônicas que temos assim como toda a visualização de escalas, tornando assim o estudo puramente matemático e claro. Primeiramente temos que entender para quê serve o campo harmônico, qual sua finalidade.
O campo harmônico traduz na verdade algo que nós sabemos por instinto, por exemplo, quando você esta compondo uma musica, instintivamente você tenta achar uma seqüência melódica que te agrade, e nas tentativas, é claro que as vezes tocamos seqüências de acordes que parecem não combinar entre si, isso se deve ao fato de que existe uma seqüência de acordes que se combinam, existe portanto uma seqüência melódica, por exemplo, seria a diferença de tocar em seqüência um acorde maior/ menor/ menor/ menor/ menor/ maior temos uma progressão, que quando tocada soa estranho, isso porque existe uma regra para combinação de acordes, isso não pode ser feito aleatoriamente, você terá um efeito horrível se você tocar uma seqüência :
Cm Dm
Isso não pode ser feito, então o campo harmônico serve para nos mostrar a sequência de acordes que irá soar perfeitamente e aonde estariam as escalas para aplicação. Vendo o campo, perceba que ele é composto por 7 graus, a escala musical é composta por sete notas, portanto uma seqüência melódica de acordes está relacionado com a escala musical que é a base de tudo. Na segunda aula analisaremos como é o vínculo entre as escalas e os acordes.
Veja no campo harmônico a seqüência de acordes com suas respectivas sétimas:
C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(b5)
Pois bem aqui temos o campo harmônico natural, ele servirá de base para criarmos os outros. Agora feito o primeiro campo temos uma definição sobre os graus.
I7M IIm7 IIIm7 IV7M V7 VIm7 VIIm7(b5)
Antes de seguir adiante vou explicar porque o sétimo grau é chamado de meio diminuto. A explicação básica do campo harmônico natural é que você tem uma seqüência de acordes que casam com as escalas, e que nenhum dos acordes e escalas nesse posicionamento tem sustenidos ou bemóis, pois bem faça um acorde de B, tanto faz ser maior ou menor, veja que notas fazem parte do acorde.... você irá achar o F#! Ele é a quinta justa de B!
Quinta justa seria o seguinte, quando você monta, por exemplo, o modelo maior ou menor da corda E ou A, existe um modelo para o acorde certo? Note que onde está o dedo 3 no acorde corresponde a quinta do acorde, a quinta justa então seria sempre onde está seu dedo 3, é chamado quinta justa porque a quinta de B é na verdade, vamos contar juntos
B/C/D/E/F 1/2/3/4/5, é a nota F, mas montando um acorde, a quinta é F#, baseado que no campo harmônico natural não pode haver sustenidos, temos que tirar esse sustenido do acorde!
Temos dois modelos para esse grau o meio diminuto e o quinta aumentada, ora a quinta justa de B é F# ,a quinta aumentada é G! Tiramos o sustenido que não pode ter! Agora como faremos para entender e criar os outros campos?
Agora você sabe quais acordes se casam, mas veja bem, existe sempre as exceções, muitas musicas são criadas com 2 campos diferentes, ou até 3, mas agora tudo têm uma explicação lógica e matemática, 2 casos comuns é em uma determinada música, ela se progredir para um outro campo harmônico. Então o campo harmônico além de facilitar o seu trabalho de composição, já te mostra onde estão as escalas para solar, já lhe dá opções de acordes e facilita e muito para tirar músicas de ouvido, ache dois, três acordes e tente identificar em que campo está, você poderá tirar o resto vendo quais os acordes que fazem parte do campo, e para solos ficará muito mais fácil tirá-lo, sabendo onde estão as escalas.
Título: Ciclo de quartas
Lendo diversos artigos sobre construção de escalas maiores e menores, sempre observei que orientavam para a construção de escalas maiores a partir do quinto grau, contúdo, com um professor de violão que iniciei recentemente, fui instruido a construí-las a partir do quarto grau ( ciclo de quartas ). Já tinha ouvido falar do ciclo de quintas. Existe isto ? Ciclo de quartas ? Poderia me mandar uma construção de escalas maiores iniciando por dó e partindo a seguinte do quarto grau ?
Os ciclos de 4° e 5° são para podermos indentificar na pauta qual a tonalidade da música, exemplo:
Construindo a escala de Do maior não teremos nenhum # ou b:
C D E F G A B C
No ciclo de quintas "pegaremos" a partir de Do a 5º nota da escala e contruiremos a escala Maior da nota em questão ( no caso G )
G A B C D E F#
Teremos a 1º escala com acidente ( 1# )
E assim por diante até completarmos 7# ( E# e B# )
No ciclo de 4º é o contrário teremos os acidentes em Bemol ( partindo da 4º da escala )
C D E F G A B C
1 2 3 4 5 6 7+ 8
F é o 4º grau então:
F G A Bb C D E F
Não poderemos colocar um A# no lugar de Bb apesar de serem enarmônicas. O motivo é que a escala já tem a nota Lá e se colocarmos A# no lugar de Bb a escala ficará sem a nota B.
Em todas as escalas maiores é obrigatório ter o Sistema Ocidental C D E F G A B C sejam alterados ou não.
Título: Como cifrar uma música
Não existe uma regra para cifrar uma música, o que estamos explicando as seguir são os toques básicos para cifragem.
Você deve ter em mente que para que a cifra fique boa, deve ter uma base de conhecimento de teoria musica, se quiser que fique ótima, daía vai ter que se esforçar um pouco e afundar a cara num livro, tipo Dicionário de Acordes Cifrados, do Almir Chediak, do contrário alguém sempre encontrará erros de escrita ou exageros e até "incompreenções" na sua escrita.
Grandes nomes como B. B. King não aprenderam a teoria, mas sabem-na devido à convivência, dependência e subsistência da música.
Antigamente era fácil você cifrar uma música porque sempre respeitavam (com algumas exceções) um campo harmônico mas hoje... quem nunca ouviu Oficina G3 sem se arrepiar... os caras tocam coisas que parecem desconexas, notas que nada têm a ver com o acorde base do hino. Esse é o motivo de "descabelo" entre os músicos que querem tocar as músicas deles.
Para aprender cifrar uma música você deve ter, além dos conhecimentos citados, criatividade, aliás, muuuuiiitttaaa criatividade se não sua música vai soar "Maria vai com as outras".
Lembre-se: Criatividade não se aprende em escolas, é um dom nato! O que você aprende nas escolas é teoria, aplicações, organização e o "idioma da música", isso equivale aprender a falar satisfação (correto) para não confundir com sastifação(incorreto), entendeu?
Mas vamos ao que interessa!
1 - Para cifrar uma música corretamente você precisa:
Saber de cor a melodia da música!
Isso quer dizer que não adianta ouvir uma música pela primeira vez e colocar o CD no CD-Player e tocar junto que vai sair igualzinho!
Procure aprender a melodia, cantar (nem que seja escondido, se a sua voz "não ajuda") ou assobiar a melodia de forma que quando o vocalista estiver cantando-a, você tenha uma intimidade com a música e saiba o caminho da melodia, dessa forma você pode improvisar usando sua criatividade e dando mais beleza à música.
Prestar atenção no baixo, que geralmente é o "condutor" da harmonia da música e saber diferenciar um C de C/E (não é tocar C - Dó-Ré-Mi com a mão direita e E - Mi-Sol#-Si com a esquerda...
C/E é um acorde de Dó com inversão de sua Terça, então a sequência seria: C/E - Mi-Sol-Dó. [Mais informações sobre inversões]
Saber diferenciar um acorde de passagem de um acorde fixo.
Acordes de passagem são aqueles que servem de ponte ou preparação para outro e são executados de forma rápida que às vezes passam despercebidos: Exemplo: C7, Am7, Dm7, G7... geralmente são os Dominantes.
Devem ser diferenciados exatamente porque são rápidos e podem passar sem ser notados.
Ter sempre um bom livro, revista ou "amigo" de teoria, para evitar erros como: C7+ (o sinal + significa aumentado e não Maior, como a maioria grafa)
Procure ler bastante, assinar Revistas, comprar livros que tenham estudos de teoria e métodos de cifragem. Uma boa sugestão: Visite nossa Seção Recomendamos.
2 - Como aplicar as simbologias
Pesquise o que você tem dúvida na hora de usar as simbologias, ninguém sabe tudo e na dúvida não escreva errado;
Discuta com outros músicos os símbolos que pode/deve usar.
3 - Usando a criatividade.
Essa é a parte mais sensível da coisa, digamos!
Se você vai à um museu, vê os quadros do Portinari e não consegue entender, tudo bem, seu ramo é outro!
Se assiste um teatro onde os caras ficam: batendo lata, ligando e acelerando moto-serras, esmeril, derramando tinta, barro em cima dos dançarinos (argh!), controle-se, sua veia criativa é outra!
Isso não quer dizer que os citados têm falta de criatividade, cada um na sua, mas com alguma coisa em comum (tá parecendo comercial de cigarros!).
O que vocês têm em comum?
Têm visão diferente da arte.
A criatividade é uma coisa natural, um bom pianista pode tocar a vida toda, sempre de forma metódica e não gostar do que faz, mas suas apresentações serão sempre um homem e um piano, o que é muito diferente de um piano e um músico.
Já imaginou que o Michael Jackson dissesse que "detesta música pop" sendo ele considerado o rei da música pop? Pois é o que ele declarou recentemente. Pois é, amigos isso se chama conveniência!
Existem muitas formas de cifrar um hino, veja algumas:
Título: Deus está aqui.
1ª cifra: Normal
C G7 C C7
Deus está aqui, aleluia!
F G7 C C7
Tão certo como o ar que eu respiro
F G C
Tão certo como o amanhã que se levanta
F G7 C
Tão certo como eu te falo e podes me ouvir
2ª cifra: Com um pouquinho de criatividade
C G/B E Am C7
Deus está aqui, aleluia!
F9 G7 C C7
Tão certo como o ar que eu respiro
F9 G/F C E Am Am/G*
Tão certo como o amanhã que se levan....ta
F F/G C G
Tão certo como eu te falo e podes me ouvir
3ª cifra: Mais um pouquinho de criatividade
C G/B E Am Gm7 C7
Deus está aqui, alelu.......ia!
F7M F/G C Gm7 C7
Tão certo como o ar que eu respiro
F7M G/F C E Am Am/G*
Tão certo como o amanhã que se levan....ta
Dm7 F/G C F/G
Tão certo como eu te falo e podes me ouvir
3ª cifra: Re-harmonização
C7M Bb7M Am7 Gm79 F#7(#11)
Deus está aqui, alelu.......ia!
F7M F/G C7M
Tão certo como o ar que eu respiro
F7M G/F B/E E7 Am Am/G
Tão certo como o amanhã que se levan........ta
Dm7 G7(b9) C9
Tão certo como eu te falo e podes me ouvir
Como podemos observar a criatividade quebra todas as regras, pois o campo harmônico de Dó maior obedece os seguintes critérios:
Tríade:
I II III IV V Vi VII Graus harmônicos
C Dm
Dó - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si
Mi - Fá - Sol - Lá - Si - Dó - Ré
Sol - Lá - Si - Dó - Ré - Mi - Fá
Título: Como construir escalas
Escala Musical: Ordenação sucessiva de sons a intervalos não maiores que uma segunda. Existem diversos tipos de escala, cada uma se prestando a um determinado estilo musical, assim temos escalas de Jazz, de Blues, de música barroca, etc.
Mas o nosso interesse aqui não são estas escalas citadas acima e sim a Escala Natural a partir da qual são construídos os acordes.
A Escala Natural é formada de dois tetracordes (acordes de 4 notas) separados por um intervalo de um tom. Cada tetracorde possui os intervalos tom, tom, semiton.
Exemplo:
Usaremos a escala de C (lê-se dó). Assim temos C D E F G A B C (lê-se dó ré mi fa sol la si do) que é a escala natural de C. Vejamos porque.
I II III IV V VI VII VIII --> graus
C D E F G A B C --> notas
1 1 1/2 1 1 1 1/2 --> intervalos
obs: as cifras acima não representam acordes e sim notas.
Assim temos o C (lê-se dó) como o primeiro grau da escala e entre C e D (lê-se dó e ré) temos um intervalo de 1 tom (C C# D). Entre D e E, segundo e terceiro graus da escala, temos um intervalo de 1 tom (D D# E). Entre E e F, terceiro e quarto graus da escala temos um intervalo de 1/2 tom (1 semiton) (E F), pois E não possui # (sustenido)
Entre o quarto e quinto graus da escala, de F para G, temos um intervalo de 1 tom separando o primeiro tetracorde do segundo.
Entre o quinto e sexto graus temos um intervalo de 1 tom (G G# A). Entre o sexto e sétimo grau temos um intervalo de 1 tom (A A# B).
E finalmente entre o sétimo e o oitavo graus temos o intervalo de 1/2 tom (1 semiton) (B C) pois o B não possui sustenido. Obs: Mi (E) e Si (B), ou seja, as notas terminadas em "i" não possuem sustenido.
Com isto temos que a formula para se construir uma Escala Natural é dois tetracordes de tom, tom, semiton separados por um intervalo de 1 tom.
É por isto que a escala de C não possui acidentes (sustenidos ou bemois), o que não acontece com outras escalas, que possuem os seus acidentes específicos.
Vejamos a escala de D:
I II III IV V VI VII VIII
D E F# G A B C# D
1 1 1/2 1 1 1 1/2
Entre E e F existe apenas 1 semiton, já que E não possui sustenido, por isso foi necessário acrescentar um sustenido em F para que a nossa fórmula se cumpra, ou seja o intervalo deve ser de 1 tom entre o segundo e terceiro graus da escala natural, portanto no caso desta escala específica temos ( E F F#) entre o segundo e terceiro graus da escala.
Entre o terceiro e quarto graus temos um intervalo de 1 semiton, (F# G).
Entre o sexto e sétimo graus da escala temos um intervalo de 1 tom, por isto fomos obrigados a acrescentar um sustenido em C, assim temos (B C C#) entre o sexto e sétimo graus da escala de D.
Entre o sétimo grau e o oitavo temos apenas um semiton, ou seja, (C# D). Nota-se que o primeiro e o oitavo graus são a mesma nota, a diferença entre elas dá-se na altura do som, o oitavo grau está uma oitava acima do primeiro grau portanto mais aguda.
Descobrimos que a escala de D possui dois acidentes, um em F e outro em C e neste caso espcífico ambos são sustenidos.
Com estas informações você será capaz de construir todas as escalas naturais dos respectivos tons, prossiga, como exercício construindo as escalas de E F G A e B (e não se esqueça, lê-se, mi fa sol lá e sí). Descubra por você mesmo quantos acidentes existem em cada tonalidade, quais são (se bemois ou sustenidos), etc. Lembre-se que os acidentes são característicos das suas respectivas tonalidades, pode-se reconhecer uma escala pelo seu número de acidentes e quais são.
É importante frisar também que o primeiro grau é que dá nome a escala.
Escala Musical: Ordenação sucessiva de sons a intervalos não maiores que uma segunda. Existem diversos tipos de escala, cada uma se prestando a um determinado estilo musical, assim temos escalas de Jazz, de Blues, de música barroca, etc.
Mas o nosso interesse aqui não são estas escalas citadas acima e sim a Escala Natural a partir da qual são construídos os acordes.
A Escala Natural é formada de dois tetracordes (acordes de 4 notas) separados por um intervalo de um tom. Cada tetracorde possui os intervalos tom, tom, semiton.
Exemplo:
Usaremos a escala de C (lê-se dó). Assim temos C D E F G A B C (lê-se dó ré mi fa sol la si do) que é a escala natural de C. Vejamos porque.
I II III IV V VI VII VIII --> graus
C D E F G A B C --> notas
1 1 1/2 1 1 1 1/2 --> intervalos
obs: as cifras acima não representam acordes e sim notas.
Assim temos o C (lê-se dó) como o primeiro grau da escala e entre C e D (lê-se dó e ré) temos um intervalo de 1 tom (C C# D). Entre D e E, segundo e terceiro graus da escala, temos um intervalo de 1 tom (D D# E). Entre E e F, terceiro e quarto graus da escala temos um intervalo de 1/2 tom (1 semiton) (E F), pois E não possui # (sustenido)
Entre o quarto e quinto graus da escala, de F para G, temos um intervalo de 1 tom separando o primeiro tetracorde do segundo.
Entre o quinto e sexto graus temos um intervalo de 1 tom (G G# A). Entre o sexto e sétimo grau temos um intervalo de 1 tom (A A# B).
E finalmente entre o sétimo e o oitavo graus temos o intervalo de 1/2 tom (1 semiton) (B C) pois o B não possui sustenido. Obs: Mi (E) e Si (B), ou seja, as notas terminadas em "i" não possuem sustenido.
Com isto temos que a formula para se construir uma Escala Natural é dois tetracordes de tom, tom, semiton separados por um intervalo de 1 tom.
É por isto que a escala de C não possui acidentes (sustenidos ou bemois), o que não acontece com outras escalas, que possuem os seus acidentes específicos.
Vejamos a escala de D:
I II III IV V VI VII VIII
D E F# G A B C# D
1 1 1/2 1 1 1 1/2
Entre E e F existe apenas 1 semiton, já que E não possui sustenido, por isso foi necessário acrescentar um sustenido em F para que a nossa fórmula se cumpra, ou seja o intervalo deve ser de 1 tom entre o segundo e terceiro graus da escala natural, portanto no caso desta escala específica temos ( E F F#) entre o segundo e terceiro graus da escala.
Entre o terceiro e quarto graus temos um intervalo de 1 semiton, (F# G).
Entre o sexto e sétimo graus da escala temos um intervalo de 1 tom, por isto fomos obrigados a acrescentar um sustenido em C, assim temos (B C C#) entre o sexto e sétimo graus da escala de D.
Entre o sétimo grau e o oitavo temos apenas um semiton, ou seja, (C# D). Nota-se que o primeiro e o oitavo graus são a mesma nota, a diferença entre elas dá-se na altura do som, o oitavo grau está uma oitava acima do primeiro grau portanto mais aguda.
Descobrimos que a escala de D possui dois acidentes, um em F e outro em C e neste caso espcífico ambos são sustenidos.
Com estas informações você será capaz de construir todas as escalas naturais dos respectivos tons, prossiga, como exercício construindo as escalas de E F G A e B (e não se esqueça, lê-se, mi fa sol lá e sí). Descubra por você mesmo quantos acidentes existem em cada tonalidade, quais são (se bemois ou sustenidos), etc. Lembre-se que os acidentes são característicos das suas respectivas tonalidades, pode-se reconhecer uma escala pelo seu número de acidentes e quais são.
É importante frisar também que o primeiro grau é que dá nome a escala.
Tétrade
I7M II7 III7 IV7M V7 VI7 VIIº Graus harmônicos
C Dm
Dó - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si
Mi - Fá - Sol - Lá - Si - Dó - Ré
Sol - Lá - Si - Dó - Ré - Mi - Fá
Si - Dó - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá
Obs: O VII é diminuto porque diminui-se a Terça e a Quinta.
Título: Dicas ao tecladista
1- Geralmente os instrumentos harmônicos, numa banda, como os teclados, violões e guitarras, entramem choque. Procure definir no arranjo e no ensaio o papel de cada um ritmico-harmônico.
2- Para os tecladistas, seria bom que estudassem técnica em um piano, isto melhora a "pegada".
3- O tecladista tem duas mãos, seria bom saber usá-las! Na maioria dos casos a mão esquerda limita-se a dobrar o baixo, atrapalhando, por vezes, o contrabaixista. Por isso, a técnica pianística é insubstituível!
4- Apesar de ser um instrumento versátil, não toque o teclado sempre da mesma forma e com os mesmos sons. Ouça! Cada estilo tem uma maneira de tocar e timbres mais coerentes a serem usados.
5- Estude bem o uso dos pedais. Não estrague com o pé o que você faz com as mãos.
6- Durante a execução de uma música não é necessário tocar muitas notas. Esteja sensível ao ritmo e ao tipo de música.
7- Quando estiver fazendo um fundo musical, fique atento a dinâmica do dirigente para que haja harmonia (ligação) ao que está sendo falado. Ex: ênfase na alegria - usar acordes maiores, etc.
Título: Dicas de Harmonização
Para treinar os encadeamentos (seqüências de acordes), sugerimos a seguinte formação:
C - C/G - Am - Am/G - F - C/E - Dm - Dm/C - C/G - E4 - E - E/G#
Note que as notas vão decrescendo pelo baixo, ou seja, vão ficando mais graves.
Veja o contrário agora, em Lá menor (Am)
Am7 - Am/C - Dm7 - D#º - C/E - A75+ - D79 - G713 - C7M9
Outras sugestões de encadeamento.
Em dó menor
Cm - Dm75m - G4 - G - Bbm6 - C74sus - C7 - Fm - Fm7M - Fm7 - Bb5+ - Eb7M - Ab7M - Dm5-7 - G4 - G - Cm9
Usando pontes diminutas
C - C#º - Dm - G - G#º - Am - F - F#º - G - Cº - C
Sem o uso de pontes diminutas
C - Dm - G - Am - F - G - C
Substituições:
Sempre é bom dar um toque clássico nos acordes quando estamos executando-os, mas sem exagero, claro.
Sugerimos que, numa música em D (Ré maior), por exemplo:
Hino:
Há um lindo país.
DEm A
No mundo a gente chora de tristeza
D A
No mundo a gente ri prá não chorar
DEm A
O mundo não conhece o que é o amor
D A
O mundo não conhece o que é paz.
G A D Bm
Há um lindo país, onde existe o amor
Em A D D7
Onde não há guerras e nem dor
G A D Bm
Há um lindo país, onde existe o amor
Em A D A
Onde não há guerras e nem dor
Sugerimos a troca por:
D D#º Em7 A/G
No mundo a gente chora de tristeza
Em/D Em/Db A D/E G/A
No mundo a gente ri prá não chorar
D D#º Em7 A/G
O mundo não conhece o que é o amor
Em/D Em/Db A D D#º7 D97M
O mundo não conhece o que é paz.
G7M A/G F#m7 Aº7
Há um lindo país, onde existe o amor
Em7 A7M Am7 Dº
Onde não há guerras e nem dor
G7M A/G F#m7 B7
Há um lindo país, onde existe o amor
G/A D9 Final: G/A - F#m7 - Em7 - Aº - D7M
Onde não há guerras e nem dor
1- Geralmente os instrumentos harmônicos, numa banda, como os teclados, violões e guitarras, entram
2- Para os tecladistas, seria bom que estudassem técnica em um piano, isto melhora a "pegada".
3- O tecladista tem duas mãos, seria bom saber usá-las! Na maioria dos casos a mão esquerda limita-se a dobrar o baixo, atrapalhando, por vezes, o contrabaixista. Por isso, a técnica pianística é insubstituível!
4- Apesar de ser um instrumento versátil, não toque o teclado sempre da mesma forma e com os mesmos sons. Ouça! Cada estilo tem uma maneira de tocar e timbres mais coerentes a serem usados.
5- Estude bem o uso dos pedais. Não estrague com o pé o que você faz com as mãos.
6- Durante a execução de uma música não é necessário tocar muitas notas. Esteja sensível ao ritmo e ao tipo de música.
7- Quando estiver fazendo um fundo musical, fique atento a dinâmica do dirigente para que haja harmonia (ligação) ao que está sendo falado. Ex: ênfase na alegria - usar acordes maiores, etc.
Título: Dicas de Harmonização
Para treinar os encadeamentos (seqüências de acordes), sugerimos a seguinte formação:
C - C/G - Am - Am/G - F - C/E - Dm - Dm/C - C/G - E4 - E - E/G#
Note que as notas vão decrescendo pelo baixo, ou seja, vão ficando mais graves.
Veja o contrário agora, em Lá menor (Am)
Am7 - Am/C - Dm7 - D#º - C/E - A75+ - D79 - G713 - C7M9
Outras sugestões de encadeamento.
Em dó menor
Cm - Dm75m - G4 - G - Bbm6 - C74sus - C7 - Fm - Fm7M - Fm7 - Bb5+ - Eb7M - Ab7M - Dm5-7 - G4 - G - Cm9
Usando pontes diminutas
C - C#º - Dm - G - G#º - Am - F - F#º - G - Cº - C
Sem o uso de pontes diminutas
C - Dm - G - Am - F - G - C
Substituições:
Sempre é bom dar um toque clássico nos acordes quando estamos executando-os, mas sem exagero, claro.
Sugerimos que, numa música em D (Ré maior), por exemplo:
Hino:
Há um lindo país.
D
No
D A
No mundo a gente ri prá não chorar
D
O
D A
O mundo não conhece o que é paz.
G A D Bm
Há um lindo país, onde existe o amor
Em A D D7
Onde não há guerras e nem dor
G A D Bm
Há um lindo país, onde existe o amor
Em A D A
Onde não há guerras e nem dor
Sugerimos a troca por:
D D#º Em7 A/G
No mundo a gente chora de tristeza
Em/D Em/Db A D/E G/A
No mundo a gente ri prá não chorar
D D#º Em7 A/G
O mundo não conhece o que é o amor
Em/D Em/Db A D D#º7 D97M
O mundo não conhece o que é paz.
G7M A/G F#m7 Aº7
Há um lindo país, onde existe o amor
Em7 A7M Am7 Dº
Onde não há guerras e nem dor
G7M A/G F#m7 B7
Há um lindo país, onde existe o amor
G/A D9 Final: G/A - F#m7 - Em7 - Aº - D7M
Onde não há guerras e nem dor
Título: Escala menor
Além da escala maior, o tipo de escala mais comum é a menor. A principal diferença entre uma escala maior e uma menor é o intervalo entre a 1.ª e a 3.ª nota. Numa escala maior, o intervalo é de dois tons (uma terça maior), ao passo que, numa escala menor, ele é de um tom e um semitom (uma terça menor). Há três tipos diferentes de escala menor.
MENOR NATURAL
A escala menor mais comum é a chamada menor natural, que apresenta estes intervalos a partir da nota-raiz Tom - Semitom - Tom - Tom - Semitom - Tom - Tom. Na escala de C, as notas são C, D, Eb, F, G, Ab, Bb e C.
RELAÇão ENTRE A ESCALA MAIOR E MENOR NATURAL
Existe uma relação singular entre a escala menor natural e a maior que pode tornar muito fácil descobrir as notas de uma menor natural desde que você saiba tocar uma escala maior.
Cada uma das doze escalas maiores possui sua própria escala menor natural relativa. Esta escala menor toma a sexta nota da escala maior como sua raiz e mantém o mesmo padrão de intervalos da escala maior em direção à oitava. Por exemplo, como você já sabe, as notas da escala maior de C, são: C, D, E, F, G, A, B e C. A escala menor relativa tem início a partir da sexta nota da escala maior de C (neste caso o A) e utiliza a seqüência A, B, C, D, E, F, G e A.
Se você tocar essas duas seqüências de escala uma após a outra, irá verificar que, embora tenham as mesmas oito notas, as características tonais das duas são muito distintas.
A ESCALA MENOR HARMÔNICA
A escala menor harmônica difere da escala menor natural no fato de que a sétima nota é sustenida - ou seja, é
acrescida de um semitom. Essa mudança cria uma alteração significativa no sabor e no fluxo do som. As notas na escala menor harmônica apresentam a seguinte série de intervalos a partir da nota raiz: Tom - Semitom - Tom - Tom - Semitom - Tom+Semitom - Semitom. No tom de C as notas usadas são: C, D, Eb, F, G, Ab, B e C.
A ESCALA MENOR MELÓDICA
A menor melódica, a terceira das escalas menores, difere da menor natural no fato de que a sexta nota é acrescida de um semitom. A escala menor melódica foi criada com este conjunto de intervalos a partir da raiz: Tom - Semitom - Tom - Tom - Tom - Tom - Semitom. No tom de C, as notas são: C, D, Eb, F, G, A, B e C. Ela também se diferencia porque, ao tocar uma escala menor descendente, as notas da escala menor natural são sempre usadas.
A ESCALA MENOR MELÓDICA
A menor melódica, a terceira das escalas menores, difere da menor natural no fato de que a sexta nota é acrescida de um semitom. A escala menor melódica foi criada com este conjunto de intervalos a partir da raiz: Tom - Semitom - Tom - Tom - Tom - Tom - Semitom. No tom de C, as notas são: C, D, Eb, F, G, A, B e C. Ela também se diferencia porque, ao tocar uma escala menor descendente, as notas da escala menor natural são sempre usadas.
Título: Escalas diatônicas
Você já deve estar craque na teoria das escalas, pois esta será importantíssima para a compreensão do tema que veremos à seguir.
Primeiramente, o que seria uma escala diatônica?
Antes de responder a essa pergunta é necessário a compreensão de um conceito mais refinado de semitom:
Existem dois tipos de semitons:
Semitom diatônico: é o semitom é formado por duas notas diferentes, por sons sucessivos.
Exemplo: de E para F. É um intervalo de meio tom (st), mas formado por duas notas diferentes.
Semitom Cromático: é aquele formado por notas de mesmo nome, mas com entoação diferente.
Exemplo: de C para C#. É um intervalo de meio tom com notas de mesmo nome, porém com entoação (som) diferente.
Tendo entendido isso (se não entendeu volte) o resto fica fácil.
A escala diatônica nada mais é que a escala que você aprendeu a fazer com aquela regrinha da lição anterior.
RESUMINDO
Escala Diatônica é aquela que as notas não se repetem, ou seja têm as 7 notas musicais.
Agora você deve estar morrendo de raiva (ou talvez não) por eu só ter dito isso agora. Bom eu não os culpo, mas se eu fosse deixar pra explicar isso antes de explicar a teoria geral das escalas ia ser mais difícil.
DETALHE IMPORTANTÍSSIMO:
Essa escala, A ESCALA DIATÔNICA, também é conhecida como ESCALA MAIOR. Esse detalhe é importante para a compreensão de assuntos posteriores.
Bem eu PODERIA colocar aqui a tabela com todas as escalas diatônicas, mas não vou fazer isso, porque senão vocês não vão querer treinar, só copiar, e se for assim todo meu trabalho seria vão.
Você já deve estar craque na teoria das escalas, pois esta será importantíssima para a compreensão do tema que veremos à seguir.
Primeiramente, o que seria uma escala diatônica?
Antes de responder a essa pergunta é necessário a compreensão de um conceito mais refinado de semitom:
Existem dois tipos de semitons:
Semitom diatônico: é o semitom é formado por duas notas diferentes, por sons sucessivos.
Exemplo: de E para F. É um intervalo de meio tom (st), mas formado por duas notas diferentes.
Semitom Cromático: é aquele formado por notas de mesmo nome, mas com entoação diferente.
Exemplo: de C para C#. É um intervalo de meio tom com notas de mesmo nome, porém com entoação (som) diferente.
Tendo entendido isso (se não entendeu volte) o resto fica fácil.
A escala diatônica nada mais é que a escala que você aprendeu a fazer com aquela regrinha da lição anterior.
RESUMINDO
Escala Diatônica é aquela que as notas não se repetem, ou seja têm as 7 notas musicais.
Agora você deve estar morrendo de raiva (ou talvez não) por eu só ter dito isso agora. Bom eu não os culpo, mas se eu fosse deixar pra explicar isso antes de explicar a teoria geral das escalas ia ser mais difícil.
DETALHE IMPORTANTÍSSIMO:
Essa escala, A ESCALA DIATÔNICA, também é conhecida como ESCALA MAIOR. Esse detalhe é importante para a compreensão de assuntos posteriores.
Bem eu PODERIA colocar aqui a tabela com todas as escalas diatônicas, mas não vou fazer isso, porque senão vocês não vão querer treinar, só copiar, e se for assim todo meu trabalho seria vão.
Título: Harmonia
Aqui vai uma harmonia simples, em tom maior. O ritmo pode ser de bossa-nova, samba, funk ou shuffle, o compasso é 4/4. Grave a harmonia em uma fita ou peça para alguém tocar, e improvise. Bom estudo. Sugestões: além de utilizar as escalas nos trechos correspondentes, você pode usar:
Gm7 - arpejo Gm7 | Am7 - arpejo Am7 | Bb7M - arpejo Bb7M | C7 - arpejo C7, Dº ou Bbº, penta maior 4/7. Cm7 - arpejo Cm7 | F7 - arpejo F7 ou B7, penta maio 4/7.
Para os outros acordes utilize os arpejos dos mesmos.
Fá Maior | Gm7 | Am7 | Bb7M | C7 |
Síb Maior | Cm7 | F7 | Bb7M | Eb7M |
Ré Maior | Em7 | A7 | D/F# | Bm7 |
Fá Maior | Bb7M | C7 | F7M Dm7 | Gm7 C7 |
Aqui vai uma harmonia simples, em tom maior. O ritmo pode ser de bossa-nova, samba, funk ou shuffle, o compasso é 4/4. Grave a harmonia em uma fita ou peça para alguém tocar, e improvise. Bom estudo. Sugestões: além de utilizar as escalas nos trechos correspondentes, você pode usar:
Gm7 - arpejo Gm7 | Am7 - arpejo Am7 | Bb7M - arpejo Bb7M | C7 - arpejo C7, Dº ou Bbº, penta maior 4/7. Cm7 - arpejo Cm7 | F7 - arpejo F7 ou B7, penta maio 4/7.
Para os outros acordes utilize os arpejos dos mesmos.
Fá Maior | Gm7 | Am7 | Bb7M | C7 |
Síb Maior | Cm7 | F7 | Bb7M | Eb7M |
Ré Maior | Em7 | A7 | D/F# | Bm7 |
Fá Maior | Bb7M | C7 | F7M Dm7 | Gm7 C7 |
Título: Harmonização (parte 01)
MÚSICA
Música é a arte de manifestar os diversos afetos da nossa alma por meio dos sons.
A música divide-se em 3 partes fundamentais, que são:
Melodia: que é a combinação dos sons quando são executados uns após os outros formando um sentido inteligível;
Harmonia: é a combinação dos sons quando são executados juntamente (dois ou mais sons), formando um conjunto que soam como se fossem um só.
Ritmo: é a arte de combinar os sons, subdividi-los e organiza-los dentro de determinados espaços de tempo, criando uma variação de estilos e forma de executa-los.
As propriedades da música e suas diversas variações foram criadas em função de tempo e de combinações.
O princípio gerador das combinações é uma seqüência de sete notas (sons), que é chamada Escala Base.
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
Que se repetem quase que infinitamente tanto no sentido positivo (ascendente (à)) quanto no sentido negativo (descendente (ß)). Damos o nome de Agudos aos sons Ascendentes e Graves aos sons descendentes.
Criou-se, para efeito de organização, uma definição que todo os sons são gerados à partir do DÓ chamado central no piano. Sendo sua freqüência variável em 4,100 Hz. Daí partimos em ambos os sentidos formando as escalas.
Como estas sete notas têm um combinação perfeita, mas que partindo de outra nota que não seja o DÓ central, dá se a impressão de que não forma o mesmo sentido. Daí criou-se os intervalos, que são notas que estão entre as sete notas convencionais. Para representa-los, das sete notas existentes, dividiram-se cinco, formando uma escala de doze notas.
DÓ – DÓ# - RÉ – RÉ# - MI – FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ – LÁ# - SI
SI – SIb – LÁ – LÁb – SOL – SOLb – FÁ – MI – MIb – RÉ – Réb - DÓ.
Sendo: # (sustenidos) em sentido ascendente e b (bemóis) em sentido decrescente.
À essa Escala de doze notas, damos o nome de Escala Cromática, Diatônica ou Semitônica.
A menor distância que existe entre uma nota (som) e outra(o) é chamada de SEMITOM, e a distância entre duas nota é chamada de TOM. Observe:
DÓ – DÓ# - RÉ – RÉ# - MI – FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ – LÁ# - SI – DÓ (Reinício) ST ST ST ST ETC...
Observe que a distância entre Dó e Dó# é de meio tom ou um semitom, e a distância entre Dó e Ré e de um tom. A distância entre Dó e Ré# e de um tom e meio, a distância entre Ré e Fá# é de dois tons e assim por diante, soma-se de meio em meios-tons e descobre-se a distância entre as notas da Escala.
Título: Harmonização (parte 02)
Cada nota de uma Escala é chamada de Grau dessa Escala. Dentro da Escala Natural – de sete notas há sete Escalas. E na Escala Diatônica existem doze Escalas naturais.
Para descobrir cada Escala, basta iniciarmos de quaisquer das sete ou doze notas das Escalas e percorrermos o caminho, conforme escala padrão natural. Observe abaixo:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
T T ST T T T ST
ONDE:
T (um tom) e ST (semitom)
Se iniciarmos uma Escala em Ré, teremos:
RÉ – MI – FÁ# – SOL – LÁ – SI – DÓ# - RÉ
T T ST T T T ST
Esta escala será chamada Escala Natural de Ré, porque começa com a nota Ré. E assim por diante... a escala que começa em Dó será chamada de Dó, etc.
Baseado na Escala Natural podemos criar variações e assim através disto descobrir novas possibilidades de combinações.
Harmonização Ú é a propriedade da música que tem como objetivo combinar e organizar os sons de maneira que formem um conjunto em harmonia (que soa bem aos ouvidos).
Para definirmos o sentido de harmonização, tomaremos como exemplo o acorde de DÓ MAIOR. O acorde de DÓ MAIOR é formado pela combinação de três sons:
Dó – que é chamado tônica, porque é ele quem dá nome ao acorde e porque é o que soa mais destacado.
Mi – que é chamado terça porque é o terceiro grau, partindo da tônica;
Sol – é chamado Quinta porque é o quinto grau, partindo da tônica.
Graus:
Usamos a escala cromática de Dó maior como exemplo.
Escala cromática de dó maior:
Notas: DO DO# RE RE# MI FA FA# SOL SOL#
________1º________2º______3º__4º________5º________6º_______maj7º
Nomenclatura dos graus:___________________Símbolos:
1º Tônica__________________________________T
2º-Segunda menor___________________________2m
2º segunda maior____________________________2M
3º-terça menor______________________________3m
3º terça maior_______________________________3M
4º justa_____________________________________4J
5º-diminuta__________________________________5º
5º Justa_____________________________________5J
5º# quinta aumentada__________________________5#
6º sexta maior________________________________6M
7º-sétima menor______________________________7m
7º-sétima maior_______________________________maj7
Título: Harmonização (parte 03)
Os acordes (harmonias) são nada mais que pilhas de notas que pertencem a mesma escala. Para isso vamos dispor a escala de Dó maior assim:
Partindo do primeiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
Partindo do terceiro grau:
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ
Partindo do quinto grau:
SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ
As notas empilhadas ficam assim:
DO = MI = SOL: DO Maior
RE = FA = LA: RE Menor
MI = SOL = SI: MI Menor
FA = LA = DO: FA Maior
SOL = SI = RE: SOL Maior
LA = DO = MI:
SI
Existem dois tipos de harmonias:
Tríades: que é formada por três graus da escala, no caso de Dó maior:
DÓ: Tônica do acorde
MI: Terça do acorde
SOL: Quinta do acorde
A tríade é um tipo de harmonia consonante, porque seus graus combinam-se perfeitamente, formando um som definido.
Tétrades: que é formada por quatro graus da escala, no caso de Dó maior:
DÓ: Tônica do acorde
MI: Terça do acorde
SOL: Quinta do acorde
SI: Sétima do acorde
A tríade é um tipo de harmonia dissonante, porque seus graus quando soam juntos dão um idéia de desarmonia, mas pertencem à mesma escala.
Maior ou menor ?
Um acorde é maior quando sua Terça (terceiro grau) é maior.
Para que seja maior é preciso observar a seguinte regra:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
1t 1t ½ t 1t 1t 1t ½ t
Observe o caminho que fez a escala de Dó maior, conforme explicado anteriormente.
Um tom de Dó à Ré, um tom de Ré à Mi, meio tom (semitom) de Mi à Fá, um tom de Fá à Sol, um tom de Sol à Lá, um tom de Lá à Si e meio tom de Si à 8ª (Dó)
Agora contado de Dó (1º grau) a Mi (3º grau) são exatamente dois tons.
Título: Harmonização (parte 04)
Então quando a distância entre a Tônica e a Terça forem de dois tons, a Terça será maior.
Agora conte da Tônica até a 5ª (Sol), serão três tons e meio. Quando a distância entre a tônica e a 5ª forem de três tons e meio a 5ª será maior.
Confira:
Todo acorde, como já vimos anteriormente, é formado por três graus maiores, que são: 1º (tônica), 3º (Terça) e 5º (Quinta). Então a tríade de Dó maior será:
(Dó - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si - Dó)
DO
Mi
Sol
Quando a Terça de um acorde for menor (se a distância entre a tônica e a Terça for de um tom e meio) o acorde também será menor. Veja no exemplo:
(Dó - Ré - Mib - Fá - Sol - Láb - Si - Dó)
DO
Mi bemol (ou Ré sustenido)
Sol
Sustenido e bemol são formas diferentes de representar os semitons.
Enquanto sustenido (#) representa meio tom subindo na escala, bemol (b) significa meio tom descendo na escala.
Existem uma vasta complexidade na harmonização, isto dá-se porque existem infinitas combinações. Mas cada tipo de harmonia têm um escala como origem.
Para defini-las foi preciso criar escalas, que são chamadas gregas, pois têm seu princípio baseado nos estudos da música grega. São elas:
Jônio
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
Dórico
RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ
Frígio
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
Lídio
FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ
Mixolídio
SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL
Aeólio
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ
Lócrio
SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
Toda escala, como já foi explicado, têm sua formação na escala Cromática:
DÓ – DÓ# - RÉ – RÉ# - MI – FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ – LÁ# - SI
Título: Harmonização (parte 05)
TÉTRADES (DISSONANTES)
Toda tétrade, como já vimos, têm como formação quatro graus. E esses graus seguem o mesmo padrão da tríade, ou seja, são notas empilhadas, que, de acordo com sua posição terão um nome específico.
Ex.:
A tétrade de Dó maior
Escala natural maior: DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
Começando da Tônica: MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
Começando da Terça: SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL
Começando da Quinta: SI – DÓ– RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
Então vemos que a tétrade de Dó maior formada pelo empilhamento das notas, sequenciando de três em três graus, formamos um acorde maior com uma sétima maior.
C7M
Vamos analisar as tríades
Como já vimos, a tríade é formada por três graus (1º, 5º e 6º graus).
A tríade muda de nome de acordo com sua formação:
Para mudarmos sua formação devemos analisar os intervalos que existem entre um grau e outro.
Vejamos:
DÓ – DÓ# – RÉ – RÉ# – MI – FÁ – FÁ# – SOL – SOL# – LÁ – LÁ# – SI – DÓ
Como já podemos observar, a escala acima é uma escala cromática. Que é formada por semitons, e por ela ter começado em DÓ será chamada de escala cromática de DÓ MAIOR. Como mostra a tabela acima os graus dependem do acidente (# ou b) para serem identificados.
Se for # (sustenido) serão maiores ou aumentados
Se for b (bemol) serão menores ou diminutos.
Trabalhando com as tríades veremos que existem quatro tipos delas:
TRÍADE NATURAL
1ª) sendo:
DÓ: T (tônica)
MI: 3ª (Terça maior)
SOL: 5ª (Quinta maior)
TRÍADE MENOR
DÓ: T (tônica)
Mib: 3ª (Terça menor)
SOL: 5ª (Quinta maior)
TRÍADE AUMENTADA
DÓ: T (tônica)
MI: 3ª (Terça maior)
SOL#: 5ª (Quinta aumentada)
TRÍADE DIMINUTA
DÓ: T (tônica)
Mib: 3ª (Terça menor)
SOLb: 5ª (Quinta diminuta)
Vamos analisar agora as tétrades
A tétrade têm sua formação parecida e originária da tríade, só que com um grau a mais. Esse grau é justamente uma Terça maior (partindo da Quinta) exemplo:
Partindo da Tônica:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
2 tons - então é uma Terça maior
Partindo do terceiro grau:
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ
1 tom e ½ - então é uma Terça menor
Partindo do quinto grau:
SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ
2 tons - então esta é uma Terça maior.
Empilhando as notas
DÓ–RÉ–MI–FÁ–SoL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL- LÁ–SI
MI–FÁ–SOL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ–SI-DÓ– RÉ
SOL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ–SI–DÓ– RÉ–MI–FÁ
SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ
nova seqüência partindo do sétimo grau.
Dessa forma nós temos as tétrades de Dó maior. E seus nomes serão:
As notas empilhadas ficam assim:
DO = MI = SOL = SI: DO c/ sétima Maior
RE = FA = LA = DO: RE Menor c/ sétima menor
MI = SOL = SI = RE: MI Menor c/ sétima menor
FA = LA = DO = MI: FA c/ sétima Maior
SOL = SI = RE = FA: SOL Maior c/ sétima menor
LA = DO = MI = SOL:LA Menor c/ sétima menor
SI = RE = FA = LA: SI Menor c/ quinta menor e sétima menor
Título: Harmonização (parte 06)
Outros tipos de escalas:
CROMÁTICA
A escala cromática é formada por ½ e ½ tons, isto chama-se simetria, porque são distâncias iguais.
HEXAFÔNICA
Agora temos a escala hexafônica.
A escala hexafônica é formada de tom em tons:
DÓ – RÉ – MI – FÁ# - SOL# - LÁ# - DÓ
DIMINUTA
Formada de um tom e meio consecutivos:
DÓ – RÉ – MIb - MI- FÁ – SOLb – LÁb - SIbb – DÓ
PENTATÔNICA
A escala pentatônica origina-se da escala maior, na verdade é uma escala maior sem os 4º e 7º graus:
Exemplo:
Escala maior (modo Jônio)
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
Escala pentatônica maior
DÓ – RÉ – MI – SOL – LÁ
Diz-se pentatônica porque é formada de apenas 5 graus.
Existem também as escalas harmônicas e melódicas
Estas escalas são muito usadas porque geram uma série importantes de novas combinações harmônicas. Mas para que se possa entender, preste atenção na explicação abaixo.
Toda escala maior têm uma outra escala dentro dela, que é uma escala menor. E essa escala têm sua formação baseada da mesma forma que a tríade. A essa escala damos o nome de escala relativa e que começa no sexto (6º) grau da escala natural maior. Veja no exemplo abaixo:
Escala natural maior de Dó maior
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
(– LÁ – )Aqui começa a escala relativa menor.
Então a escala relativa menor de Dó maior será:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ
1 t ½ t 1 t 1 t ½ t 1 t 1 t
Como você pode notar ela começa em Lá, portanto será a escala de Lá menor.
Mas voltando às escalas Harmônicas e Melódicas ...
Harmônicas
A escala harmônica é a mesma relativa, só que com o sétimo grau alterado. Ex.:
_______LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL #
Sendo__T___2ª M_3ªm__4J__5J___6m___7ªM
Analisando a escala:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL # – LÁ
1 t ½ t 1 t 1 t ½ t 1 t ½ t
Lembre-se que se a distância entre a Tônica e a Terça forem menor que dois tons a Terça será uma Terça menor, é o caso desta escala. Ela é uma escala menor por esta razão.
Lembre-se que se a distância entre a Tônica e a Quinta forem de três tons e meio a Quinta será uma maior. Neste caso a Quinta desta escala será uma Quinta maior.
Agora vamos empilhar as notas:
Partindo do primeiro grau:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ
Partindo do terceiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ
Partindo do quinto grau:
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
Dispondo-os em ordem, a tríade de Lá menor será:
LA – DO – MI: lá menor
SI – RE – FA: si meio diminuto
DO – MI – SOL: do Maior
RE – FA – LA: re menor
MI – SOL – SI: mi menor
FA – LA – DO: fá Maior
SOL# - SI – RE: sol# diminuta
LA – DO – MI: lá menor
Agora o empilhamento para a descrição das tétrades:
Partindo do primeiro grau:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ
Partindo do terceiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ
Partindo do quinto grau:
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
Partindo do sétimo grau:
SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI– FÁ – SOL#
Dispondo-os em ordem, a tétrade de Lá menor será:
LA – DO – MI – SOL#: lá menor com sétima Maior
SI – RE – FA - LA: si meio diminuto
DO – MI – SOL# - SI: do Maior com 5 aumentada e sétima Maior
RE – FA – LA - DO: re menor com sétima e décima primeira aumentada
MI – SOL# – SI - RE: mi Maior com sétima Maior
FA – LA – DO - MI: fá Maior com sétima Maior
SOL# - SI – RE - FA: sol# diminuta
LA – DO – MI – SOL#: lá menor com sétima Maior
Se você observar nas escala gregas (Jônio, Dórico, Frígio, Lídio, Mixolídio, Aeólio e Lócrio), que estão na página 4, vai ver que a escala relativa menor chama-se Aeólio na escala de Dó maior. Mas devido à alteração que ela sofreu no sétimo grau (sol#), na Tétrade ela se chamará:
Aeólio7+ (Aeólio com sétima maior)
A sétima será chamada maior porque o sol é sustenido. Veja no quadro de graus na página05. A escala harmônica então terá o nome de AEÓLIO7+.
Agora, se separarmos os modos, começando da harmônica (AEÓLIO7+), teremos os agrupamentos harmônicos da relativa menor de Dó, no nosso caso é a Lá menor (6º grau da escala de Dó):
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ: modo AEÓLIO7+
SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI: modo LÓCRIO6
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ: modo JÔNIO5#
RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ: modo DÓRICO4#
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI: modo MIXOLÍDIO6b9b
FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ: modo LÍDIO9
SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI– FÁ – SOL# : ALT6/DIMINUTA
Veja só uma nova escala (ALT6/diminuta). Explicando-a:
Esta escala têm nome de escala diminuta (ALT significa alterado), então ela é uma escala diminuta alterada. Na verdade ela não é bem uma diminuta, e sim um arpegio diminuto. E o nome de diminuta é uma referência à tríade, o 7º grau dobrado bemol, conforme página 8 (DIMINUTAS). Primeiro vamos entender o termo ALT (ALTERADA). Diz-se tríade alterada quando uma tríade vem acompanhada de:
2b/9b que é 2ª menor/9ª menor
2/9 que é 2ª aumentada/9ª aumentada que também é uma 3ª menor
5b/11 que é 5ª diminuta ou 11ª aumentada que também é uma 5ª diminuta
5/13b
6b ou 6m que é Sexta menor
Daí conclui-se que ALT se refere à:
SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI– FÁ – SOL#
T__________3ªm______5ªdim____6ªm
Ou seja, neste acorde: modo que é o Sétimo grau da escala relativa menor, no caso uma escala harmônica, encontramos as características de ALT. Mas, simplificando, o ALT é uma escala que começa no 7º grau de uma escala relativa menor.
Título: Harmonização (parte 07)
ESCALA MENOR MELÓDICA
A escala menor melódica é uma escala montada a partir da relativa menor, só que com os 6º e 7º graus aumentados. Veja no exemplo:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ# – SOL# – LÁ
1t ½ t 1t 1t 1t 1t ½ t
E seus intervalos são: T 2M 3m 4J 5J 6M 7M
Se você montar a escala natural de Lá maior verá que a única diferença que há entre a maior e a menor melódica é a Terça, que é maior na maior, e menor na menor melódica. Conclusão: para tornar um acorde maior em menor basta diminuir a sua Terça.
Campo harmônico da menor melódica
Tétrades
Graus:
LA – DO – MI – SOL#: dórico 7 +_____Am7+
SI – RE - FA# - LA: Frígio 6 _________Bm7
DO – MI – SOL# - SI: Lídio 7/5#______C7/5#
RE – FA# - LA – DO: mixolidio 4#____D7
MI – SOL# - SI – RE: mixolidio 6b____E7
FA# - LA – DO – MI: Locrio 9_______F#º
SOL# - SI – RE – FA#: Superior IO ou ALT7____G#º
Vamos agora trabalhar com as escalas gregas. Combinando-as.
Dispondo as escalas gregas, temos (as maiores):
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ: modo Jônio
RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ: modo Dórico
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI: modo Frígio
FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ: modo Lídio
SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL: modo Mixolídio
LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL– LÁ: modo Aeólio
SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL– LÁ– SI: modo Lócrio
Título: Harmonização (parte 08)
REPRESENTAÇÕES – SINAIS GRÁFICOS
Para representar os acordes foram criados sinais. As cifras (nome dos acordes) são identificadas por letras.
A B C D E F G
Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol
E sinais como:
M - maior
+ - maior (quando estiver na frente dos 7º e 14º graus) e aumentada quando estiver na frente dos demais graus ou acordes (cifras).
– - menor
m - menor
sus à acorde suspenso
º diminuto (quando estiver na frente de cifras) e grau (quando estiver na frente de números que representam os graus da escala.
# - sustenido
b - bemol
x - duplo sustenido (natural da escala)
bb - duplo bemol (natural da escala)
( ) - atenção !
(add) - acorde que não contém um dos graus que compõe a tríade, suprimida temporariamente durante a execução. Ex.: Dadd (Fá# - Lá)
Ø - meio diminuto. (tríade diminuta que contém o sétimo grau menor)
/ acorde com baixo ou estrutura alterada. Ex.: D (Ré – Fá# - Lá) estrutura normal D/A (Lá – Ré – Fá#) estrutura alterada (graus invertidos).
Transposição:
Transposição é quando queremos transportar uma música, tocada em um acorde qualquer, para ser tocada em outro acorde. Exemplo:
Temos uma música tocada em C (dó maior) e queremos toca-la em E (mi maior)
Então conte quantos tons tem de C a E Dois tons
Escala do acorde da música:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
Escala que queremos tocar:
MI – FÁ# – SOL# – LÁ – SI – DÓ#– RÉ#– MI
Acordes comuns (exemplo) na música tocada em Dó maior
C7+ G/B C5+ Am Am/G F7+ G7 C7 F G E Dm7 G#7+ Gm7
Contando dois tons (isto vale para todos os acorde comuns).
C7+ = E7+
G/B = B7+
C5+ = E5+
Am = C#m
Am/G = C#m/B
F7+ = A7+
G7 = B7
C7 = E7
F = A
B = B
E = G#
Dm7 = F#m7
G#7+ = C7+
Gm7 = Bm7
MODULAÇÃO:
Modulação é quando uma música é tocada usando os acordes que pertencem ao campo harmônico do acorde usado, e num determinado trecho a melodia da música exige um outro acorde, que pertence ao campo harmônico de outro acorde. Exemplo:
Título: Intervalos - Parte I
Intervalo é a distância entre duas notas. Os Intervalos equivalem aos números dos graus das notas da escala diatônica. Os graus são representados em algarismos romanos tendo cada nota de acordo com a sua ordem na escala a partir da tônica um grau equivalente, portanto o número do grau está vinculado ao nome da nota.
Exemplo:
Na escala de Dó Maior:
Dó => I grau
Ré => II grau
Mi => III grau
Ré# => #II grau
Mib => bIII grau
Intervalos na Escala Diatônica Maior
Exemplo na Escala de Dó Maior
Notas da Escala Diatônica Graus Intervalos
Dó I T (tônica)
Ré II 2M (segunda maior)
Mi III 3M (segunda maior)
Fá IV 4j (quarta justa)
Sol V 5j (quinta justa)
Lá VI 6M (sexta maior)
Si VII 7M (setima maior)
Dó VIII 8j (oitava justa)
Ré II (oitavado) 9M (nona maior)
Mi III (oitavado) 10M (décima maior)
Fá IV (oitavado) 11j (décima primeira justa)
Sol V (oitavado) 12j (décima segunda justa)
Lá VI (oitavado) 13M (décima terceira maior)
Intervalo Simples e Intervalo Composto
Instervalos Simples são aqueles que estão contidos até a oitava
(T, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8)
Intervalos Compostos são aqueles maiores que oitavas
(9, 10, 11, 12, 13)
Intervalos de Consonância Perfeita e Imperfeita
Os intervalos de 8a., 4a., 5a. e seus compostos 11a. e 12a. são chamados de justos porque possuem consonância perfeita, já os intervalos de 2a., 3a., 6a. e seus compostos 9a., 10a., 13a. mairores e todos os outro intervalos menores, aumentados ou diminutos (assunto da próxima aula) possuem consonância imperfeita.
Distância em Tons dos Intervalos em Relação a Tônica
Tonica -----------------------------
Segunda Maior 1 tom (2 semitons)
Terça Maior 2 tons (4 semitons)
Quarta Justa 2 tons e meio (5 semitons)
Quinta Justa 3 tons e meio (7 semitons)
Sexta Maior 4 tons e meio (9 semitons)
Sétima Maior 5 tons e meio (11 semitons)
Oitava Justa 6 tons (12 semitons)
Então quando a distância entre a Tônica e a Terça forem de dois tons, a Terça será maior.
Agora conte da Tônica até a 5ª (Sol), serão três tons e meio. Quando a distância entre a tônica e a 5ª forem de três tons e meio a 5ª será maior.
Confira:
Todo acorde, como já vimos anteriormente, é formado por três graus maiores, que são: 1º (tônica), 3º (Terça) e 5º (Quinta). Então a tríade de Dó maior será:
(Dó - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si - Dó)
DO
Mi
Sol
Quando a Terça de um acorde for menor (se a distância entre a tônica e a Terça for de um tom e meio) o acorde também será menor. Veja no exemplo:
(Dó - Ré - Mib - Fá - Sol - Láb - Si - Dó)
DO
Mi bemol (ou Ré sustenido)
Sol
Sustenido e bemol são formas diferentes de representar os semitons.
Enquanto sustenido (#) representa meio tom subindo na escala, bemol (b) significa meio tom descendo na escala.
Existem uma vasta complexidade na harmonização, isto dá-se porque existem infinitas combinações. Mas cada tipo de harmonia têm um escala como origem.
Para defini-las foi preciso criar escalas, que são chamadas gregas, pois têm seu princípio baseado nos estudos da música grega. São elas:
Jônio
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
Dórico
RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ
Frígio
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
Lídio
FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ
Mixolídio
SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL
Aeólio
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ
Lócrio
SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
Toda escala, como já foi explicado, têm sua formação na escala Cromática:
DÓ – DÓ# - RÉ – RÉ# - MI – FÁ – FÁ# - SOL – SOL# - LÁ – LÁ# - SI
Título: Harmonização (parte 05)
TÉTRADES (DISSONANTES)
Toda tétrade, como já vimos, têm como formação quatro graus. E esses graus seguem o mesmo padrão da tríade, ou seja, são notas empilhadas, que, de acordo com sua posição terão um nome específico.
Ex.:
A tétrade de Dó maior
Escala natural maior: DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
Começando da Tônica: MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
Começando da Terça: SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL
Começando da Quinta: SI – DÓ– RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
Então vemos que a tétrade de Dó maior formada pelo empilhamento das notas, sequenciando de três em três graus, formamos um acorde maior com uma sétima maior.
C7M
Vamos analisar as tríades
Como já vimos, a tríade é formada por três graus (1º, 5º e 6º graus).
A tríade muda de nome de acordo com sua formação:
Para mudarmos sua formação devemos analisar os intervalos que existem entre um grau e outro.
Vejamos:
DÓ – DÓ# – RÉ – RÉ# – MI – FÁ – FÁ# – SOL – SOL# – LÁ – LÁ# – SI – DÓ
Como já podemos observar, a escala acima é uma escala cromática. Que é formada por semitons, e por ela ter começado em DÓ será chamada de escala cromática de DÓ MAIOR. Como mostra a tabela acima os graus dependem do acidente (# ou b) para serem identificados.
Se for # (sustenido) serão maiores ou aumentados
Se for b (bemol) serão menores ou diminutos.
Trabalhando com as tríades veremos que existem quatro tipos delas:
TRÍADE NATURAL
1ª) sendo:
DÓ: T (tônica)
MI: 3ª (Terça maior)
SOL: 5ª (Quinta maior)
TRÍADE MENOR
DÓ: T (tônica)
Mib: 3ª (Terça menor)
SOL: 5ª (Quinta maior)
TRÍADE AUMENTADA
DÓ: T (tônica)
MI: 3ª (Terça maior)
SOL#: 5ª (Quinta aumentada)
TRÍADE DIMINUTA
DÓ: T (tônica)
Mib: 3ª (Terça menor)
SOLb: 5ª (Quinta diminuta)
Vamos analisar agora as tétrades
A tétrade têm sua formação parecida e originária da tríade, só que com um grau a mais. Esse grau é justamente uma Terça maior (partindo da Quinta) exemplo:
Partindo da Tônica:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
2 tons - então é uma Terça maior
Partindo do terceiro grau:
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ
1 tom e ½ - então é uma Terça menor
Partindo do quinto grau:
SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ
2 tons - então esta é uma Terça maior.
Empilhando as notas
DÓ–RÉ–MI–FÁ–SoL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL- LÁ–SI
MI–FÁ–SOL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ–SI-DÓ– RÉ
SOL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ–SI–DÓ– RÉ–MI–FÁ
SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ–SI–DÓ–RÉ–MI–FÁ–SOL–LÁ
nova seqüência partindo do sétimo grau.
Dessa forma nós temos as tétrades de Dó maior. E seus nomes serão:
As notas empilhadas ficam assim:
DO = MI = SOL = SI: DO c/ sétima Maior
RE = FA = LA = DO: RE Menor c/ sétima menor
MI = SOL = SI = RE: MI Menor c/ sétima menor
FA = LA = DO = MI: FA c/ sétima Maior
SOL = SI = RE = FA: SOL Maior c/ sétima menor
LA = DO = MI = SOL:
SI = RE = FA = LA: SI Menor c/ quinta menor e sétima menor
Título: Harmonização (parte 06)
Outros tipos de escalas:
CROMÁTICA
A escala cromática é formada por ½ e ½ tons, isto chama-se simetria, porque são distâncias iguais.
HEXAFÔNICA
Agora temos a escala hexafônica.
A escala hexafônica é formada de tom em tons:
DÓ – RÉ – MI – FÁ# - SOL# - LÁ# - DÓ
DIMINUTA
Formada de um tom e meio consecutivos:
DÓ – RÉ – MIb - MI- FÁ – SOLb – LÁb - SIbb – DÓ
PENTATÔNICA
A escala pentatônica origina-se da escala maior, na verdade é uma escala maior sem os 4º e 7º graus:
Exemplo:
Escala maior (modo Jônio)
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI
Escala pentatônica maior
DÓ – RÉ – MI – SOL – LÁ
Diz-se pentatônica porque é formada de apenas 5 graus.
Existem também as escalas harmônicas e melódicas
Estas escalas são muito usadas porque geram uma série importantes de novas combinações harmônicas. Mas para que se possa entender, preste atenção na explicação abaixo.
Toda escala maior têm uma outra escala dentro dela, que é uma escala menor. E essa escala têm sua formação baseada da mesma forma que a tríade. A essa escala damos o nome de escala relativa e que começa no sexto (6º) grau da escala natural maior. Veja no exemplo abaixo:
Escala natural maior de Dó maior
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
(– LÁ – )Aqui começa a escala relativa menor.
Então a escala relativa menor de Dó maior será:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ
1 t ½ t 1 t 1 t ½ t 1 t 1 t
Como você pode notar ela começa em Lá, portanto será a escala de Lá menor.
Mas voltando às escalas Harmônicas e Melódicas ...
Harmônicas
A escala harmônica é a mesma relativa, só que com o sétimo grau alterado. Ex.:
_______LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL #
Sendo__T___2ª M_3ªm__4J__5J___6m___7ªM
Analisando a escala:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL # – LÁ
1 t ½ t 1 t 1 t ½ t 1 t ½ t
Lembre-se que se a distância entre a Tônica e a Terça forem menor que dois tons a Terça será uma Terça menor, é o caso desta escala. Ela é uma escala menor por esta razão.
Lembre-se que se a distância entre a Tônica e a Quinta forem de três tons e meio a Quinta será uma maior. Neste caso a Quinta desta escala será uma Quinta maior.
Agora vamos empilhar as notas:
Partindo do primeiro grau:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ
Partindo do terceiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ
Partindo do quinto grau:
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
Dispondo-os em ordem, a tríade de Lá menor será:
LA – DO – MI: lá menor
SI – RE – FA: si meio diminuto
DO – MI – SOL: do Maior
RE – FA – LA: re menor
MI – SOL – SI: mi menor
FA – LA – DO: fá Maior
SOL# - SI – RE: sol# diminuta
LA – DO – MI: lá menor
Agora o empilhamento para a descrição das tétrades:
Partindo do primeiro grau:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ
Partindo do terceiro grau:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ
Partindo do quinto grau:
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI
Partindo do sétimo grau:
SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI– FÁ – SOL#
Dispondo-os em ordem, a tétrade de Lá menor será:
LA – DO – MI – SOL#: lá menor com sétima Maior
SI – RE – FA - LA: si meio diminuto
DO – MI – SOL# - SI: do Maior com 5 aumentada e sétima Maior
RE – FA – LA - DO: re menor com sétima e décima primeira aumentada
MI – SOL# – SI - RE: mi Maior com sétima Maior
FA – LA – DO - MI: fá Maior com sétima Maior
SOL# - SI – RE - FA: sol# diminuta
LA – DO – MI – SOL#: lá menor com sétima Maior
Se você observar nas escala gregas (Jônio, Dórico, Frígio, Lídio, Mixolídio, Aeólio e Lócrio), que estão na página 4, vai ver que a escala relativa menor chama-se Aeólio na escala de Dó maior. Mas devido à alteração que ela sofreu no sétimo grau (sol#), na Tétrade ela se chamará:
Aeólio7+ (Aeólio com sétima maior)
A sétima será chamada maior porque o sol é sustenido. Veja no quadro de graus na página
Agora, se separarmos os modos, começando da harmônica (AEÓLIO7+), teremos os agrupamentos harmônicos da relativa menor de Dó, no nosso caso é a Lá menor (6º grau da escala de Dó):
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# - LÁ: modo AEÓLIO7+
SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI: modo LÓCRIO6
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ: modo JÔNIO5#
RÉ – MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ: modo DÓRICO4#
MI – FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI: modo MIXOLÍDIO6b9b
FÁ – SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ: modo LÍDIO9
SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI– FÁ – SOL# : ALT6/DIMINUTA
Veja só uma nova escala (ALT6/diminuta). Explicando-a:
Esta escala têm nome de escala diminuta (ALT significa alterado), então ela é uma escala diminuta alterada. Na verdade ela não é bem uma diminuta, e sim um arpegio diminuto. E o nome de diminuta é uma referência à tríade, o 7º grau dobrado bemol, conforme página 8 (DIMINUTAS). Primeiro vamos entender o termo ALT (ALTERADA). Diz-se tríade alterada quando uma tríade vem acompanhada de:
2b/9b que é 2ª menor/9ª menor
2/9 que é 2ª aumentada/9ª aumentada que também é uma 3ª menor
5b/11 que é 5ª diminuta ou 11ª aumentada que também é uma 5ª diminuta
5/13b
6b ou 6m que é Sexta menor
Daí conclui-se que ALT se refere à:
SOL# – LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI– FÁ – SOL#
T__________3ªm______5ªdim____6ªm
Ou seja, neste acorde: modo que é o Sétimo grau da escala relativa menor, no caso uma escala harmônica, encontramos as características de ALT. Mas, simplificando, o ALT é uma escala que começa no 7º grau de uma escala relativa menor.
Título: Harmonização (parte 07)
ESCALA MENOR MELÓDICA
A escala menor melódica é uma escala montada a partir da relativa menor, só que com os 6º e 7º graus aumentados. Veja no exemplo:
LÁ – SI – DÓ – RÉ – MI – FÁ# – SOL# – LÁ
1t ½ t 1t 1t 1t 1t ½ t
E seus intervalos são: T 2M 3m 4J 5J 6M 7M
Se você montar a escala natural de Lá maior verá que a única diferença que há entre a maior e a menor melódica é a Terça, que é maior na maior, e menor na menor melódica. Conclusão: para tornar um acorde maior em menor basta diminuir a sua Terça.
Campo harmônico da menor melódica
Tétrades
Graus:
LA – DO – MI – SOL#: dórico 7 +_____Am7+
SI – RE - FA# - LA: Frígio 6 _________Bm7
DO – MI – SOL# - SI: Lídio 7/5#______C7/5#
RE – FA# - LA – DO: mixolidio 4#____D7
MI – SOL# - SI – RE: mixolidio 6b____E7
FA# - LA – DO – MI: Locrio 9_______F#º
SOL# - SI – RE – FA#: Superior IO ou ALT7____G#º
Vamos agora trabalhar com as escalas gregas. Combinando-as.
Dispondo as escalas gregas, temos (as maiores):
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ: modo Jônio
RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ: modo Dórico
MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI: modo Frígio
FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ: modo Lídio
SOL – LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL: modo Mixolídio
LÁ – SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL– LÁ: modo Aeólio
SI – DÓ– RÉ– MI– FÁ– SOL– LÁ– SI: modo Lócrio
Título: Harmonização (parte 08)
REPRESENTAÇÕES – SINAIS GRÁFICOS
Para representar os acordes foram criados sinais. As cifras (nome dos acordes) são identificadas por letras.
A B C D E F G
Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol
E sinais como:
M - maior
+ - maior (quando estiver na frente dos 7º e 14º graus) e aumentada quando estiver na frente dos demais graus ou acordes (cifras).
– - menor
m - menor
sus à acorde suspenso
º diminuto (quando estiver na frente de cifras) e grau (quando estiver na frente de números que representam os graus da escala.
# - sustenido
b - bemol
x - duplo sustenido (natural da escala)
bb - duplo bemol (natural da escala)
( ) - atenção !
(add) - acorde que não contém um dos graus que compõe a tríade, suprimida temporariamente durante a execução. Ex.: Dadd (Fá# - Lá)
Ø - meio diminuto. (tríade diminuta que contém o sétimo grau menor)
/ acorde com baixo ou estrutura alterada. Ex.: D (Ré – Fá# - Lá) estrutura normal D/A (Lá – Ré – Fá#) estrutura alterada (graus invertidos).
Transposição:
Transposição é quando queremos transportar uma música, tocada em um acorde qualquer, para ser tocada em outro acorde. Exemplo:
Temos uma música tocada em C (dó maior) e queremos toca-la em E (mi maior)
Então conte quantos tons tem de C a E Dois tons
Escala do acorde da música:
DÓ – RÉ – MI – FÁ – SOL – LÁ – SI – DÓ
Escala que queremos tocar:
MI – FÁ# – SOL# – LÁ – SI – DÓ#– RÉ#– MI
Acordes comuns (exemplo) na música tocada em Dó maior
C7+ G/B C5+ Am Am/G F7+ G7 C7 F G E Dm7 G#7+ Gm7
Contando dois tons (isto vale para todos os acorde comuns).
C7+ = E7+
G/B = B7+
C5+ = E5+
Am = C#m
Am/G = C#m/B
F7+ = A7+
G7 = B7
C7 = E7
F = A
B = B
E = G#
Dm7 = F#m7
G#7+ = C7+
Gm7 = Bm7
MODULAÇÃO:
Modulação é quando uma música é tocada usando os acordes que pertencem ao campo harmônico do acorde usado, e num determinado trecho a melodia da música exige um outro acorde, que pertence ao campo harmônico de outro acorde. Exemplo:
Título: Intervalos - Parte I
Intervalo é a distância entre duas notas. Os Intervalos equivalem aos números dos graus das notas da escala diatônica. Os graus são representados em algarismos romanos tendo cada nota de acordo com a sua ordem na escala a partir da tônica um grau equivalente, portanto o número do grau está vinculado ao nome da nota.
Exemplo:
Na escala de Dó Maior:
Dó => I grau
Ré => II grau
Mi => III grau
Ré# => #II grau
Mib => bIII grau
Intervalos na Escala Diatônica Maior
Exemplo na Escala de Dó Maior
Notas da Escala Diatônica Graus Intervalos
Dó I T (tônica)
Ré II 2M (segunda maior)
Mi III 3M (segunda maior)
Fá IV 4j (quarta justa)
Sol V 5j (quinta justa)
Lá VI 6M (sexta maior)
Si VII 7M (setima maior)
Dó VIII 8j (oitava justa)
Ré II (oitavado) 9M (nona maior)
Mi III (oitavado) 10M (décima maior)
Fá IV (oitavado) 11j (décima primeira justa)
Sol V (oitavado) 12j (décima segunda justa)
Lá VI (oitavado) 13M (décima terceira maior)
Intervalo Simples e Intervalo Composto
Instervalos Simples são aqueles que estão contidos até a oitava
(T, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8)
Intervalos Compostos são aqueles maiores que oitavas
(9, 10, 11, 12, 13)
Intervalos de Consonância Perfeita e Imperfeita
Os intervalos de 8a., 4a., 5a. e seus compostos 11a. e 12a. são chamados de justos porque possuem consonância perfeita, já os intervalos de 2a., 3a., 6a. e seus compostos 9a., 10a., 13a. mairores e todos os outro intervalos menores, aumentados ou diminutos (assunto da próxima aula) possuem consonância imperfeita.
Distância em Tons dos Intervalos em Relação a Tônica
Tonica -----------------------------
Segunda Maior 1 tom (2 semitons)
Terça Maior 2 tons (4 semitons)
Quarta Justa 2 tons e meio (5 semitons)
Quinta Justa 3 tons e meio (7 semitons)
Sexta Maior 4 tons e meio (9 semitons)
Sétima Maior 5 tons e meio (11 semitons)
Oitava Justa 6 tons (12 semitons)
Título: Intervalos - Parte II
Intervalos - Parte II Intervalos Menores, Aumentados e Diminutos
Como vimos na aula anterior os intervalos da escala maior são maiores e justos (T, 2M, 3M, 4j, 5j, 6M, 7M e 8j), mas podemos alterar para cima ou para baixo qualquer um deles, obtendo os intervalos menores, aumentados e diminutos de acordo com as regras abaixo: Lembremos também que o número do intervalo equivale ao nome da nota de acordo com a sua ordem da escala partindo da tônica.
Intervalos Menores
Todo intervalo maior alterado meio tom abaixo fica menor.
Exemplo:
Considerando a tonalidade de Dó Maior:
Ré = 2M (segunda Maior)
Mi = 3M (terça maior)
La = 6M (sexta maior)
Si = 7M (sétima maior)
Réb = 2m (segunda menor)
Mib = 3m (terça menor)
Láb = 6m (sexta menor)
Sib = 7m (sétima menor)
Nos intervalos compostos (aqueles maiores que oitavas) seguimos a mesma regra.
Exemplos:
Ré = 9M (nona maior)
Mi = 10M (décima maior)
La = 6M (décima terceira maior)
Réb = 9m (nona menor)
Mib = 3m (décima menor)
Láb = 6m (décima terceira menor)
Intervalos Aumentados e Diminutos
Todos os intervalos podem ser aumentado ou diminuto observando as seguintes regras:
1. Os intervalos justos (4j, 5j e seus compostos 11j e 12j) meio tom abaixo ficam diminutos e meio tom acima ficam aumentados.
Exemplos:
Considerando a tonalidade de Dó Maior:
Fá = 4j (quarta justa) e 11j (décima primeira justa)
Sol = 5j (quinta justa) e 12j (décima segunda justa)
Fáb = 4dim (quarta diminuta) e 11j (décima primeira diminuta)
Solb = 5dim (quinta diminuta) e 12j (décima segunda diminuta)
Fá# = 4aum (quarta aumentada) e 11aum (décima primeira justa)
Sol# = 5aum (quinta aumentada) e 12aum (décima segunda aumentada)
2. Os intervalos maiores meio tom acima ficam aumentados.
Exemplos:
Considerando a tonalidade de Dó Maior:
Ré = 2M (segunda maior) e 9M (nona maior)
Mi = 3M (terça maior) e 10M (décima maior)
La = 6M (sexta maior) e 13M (décima terceira maior)
Ré# = 2aum (segunda aumentada) e 9aum (nona aumentada)
Mi# = 3aum (terça aumentada) e 10aum (décima aumentada)
La# = 6aum (sexta aumentada) e 13aum (décima terceira aumentada)
3. Os intervalos menores meio tom abaixo ficam diminutos.
Exemplos:
Considerando a tonalidade de Dó Maior:
Sib = 7m (sétima menor) Sibb = 7dim (sétima diminuta)
Resumindo, a cada alteração de meio tom teremos os seguintes tipos de intervalos:
Diminuto Justo Aumentado
Diminuto Menor Maior Aumentado
Título: Os Elementos Básicos da ImprovisaçãoIntervalos - Parte II Intervalos Menores, Aumentados e Diminutos
Como vimos na aula anterior os intervalos da escala maior são maiores e justos (T, 2M, 3M, 4j, 5j, 6M, 7M e 8j), mas podemos alterar para cima ou para baixo qualquer um deles, obtendo os intervalos menores, aumentados e diminutos de acordo com as regras abaixo: Lembremos também que o número do intervalo equivale ao nome da nota de acordo com a sua ordem da escala partindo da tônica.
Intervalos Menores
Todo intervalo maior alterado meio tom abaixo fica menor.
Exemplo:
Considerando a tonalidade de Dó Maior:
Ré = 2M (segunda Maior)
Mi = 3M (terça maior)
La = 6M (sexta maior)
Si = 7M (sétima maior)
Réb = 2m (segunda menor)
Mib = 3m (terça menor)
Láb = 6m (sexta menor)
Sib = 7m (sétima menor)
Nos intervalos compostos (aqueles maiores que oitavas) seguimos a mesma regra.
Exemplos:
Ré = 9M (nona maior)
Mi = 10M (décima maior)
La = 6M (décima terceira maior)
Réb = 9m (nona menor)
Mib = 3m (décima menor)
Láb = 6m (décima terceira menor)
Intervalos Aumentados e Diminutos
Todos os intervalos podem ser aumentado ou diminuto observando as seguintes regras:
1. Os intervalos justos (4j, 5j e seus compostos 11j e 12j) meio tom abaixo ficam diminutos e meio tom acima ficam aumentados.
Exemplos:
Considerando a tonalidade de Dó Maior:
Fá = 4j (quarta justa) e 11j (décima primeira justa)
Sol = 5j (quinta justa) e 12j (décima segunda justa)
Fáb = 4dim (quarta diminuta) e 11j (décima primeira diminuta)
Solb = 5dim (quinta diminuta) e 12j (décima segunda diminuta)
Fá# = 4aum (quarta aumentada) e 11aum (décima primeira justa)
Sol# = 5aum (quinta aumentada) e 12aum (décima segunda aumentada)
2. Os intervalos maiores meio tom acima ficam aumentados.
Exemplos:
Considerando a tonalidade de Dó Maior:
Ré = 2M (segunda maior) e 9M (nona maior)
Mi = 3M (terça maior) e 10M (décima maior)
La = 6M (sexta maior) e 13M (décima terceira maior)
Ré# = 2aum (segunda aumentada) e 9aum (nona aumentada)
Mi# = 3aum (terça aumentada) e 10aum (décima aumentada)
La# = 6aum (sexta aumentada) e 13aum (décima terceira aumentada)
3. Os intervalos menores meio tom abaixo ficam diminutos.
Exemplos:
Considerando a tonalidade de Dó Maior:
Sib = 7m (sétima menor) Sibb = 7dim (sétima diminuta)
Resumindo, a cada alteração de meio tom teremos os seguintes tipos de intervalos:
Diminuto Justo Aumentado
Diminuto Menor Maior Aumentado
Requisitos
· Conhecimento
· Técnica
· Percepção
· Criatividade
Conceito
· Criação Planejada
· Parâmetro musical sonoro(melodia)
Resultado
Discurso musical claro e natural
Para que isso aconteça é necessário fazer um mapeamento das regiões do instrumento.
A organização deste "mapa" é uma prática muito pessoal.
SISTEMA CAGED
1.Campo Harmônico
I7M IIm7 IIIm7 IV7M V7 VIm7 VIIm7(b5)
C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(5b)
2.Modos Gregos
I7M ....... Jônio
IIm7 ...... Dórico
IIIm7 ..... Frígio
IV7M ...... Lídio
V7 ........ Mixo-lídio
VIm7 ...... Eólio
VIIm79b5).. Lócrio
3.Arpejos
4.Tríades
5.Pentatônicas
Criatividade e Coerência
CURSO DE TECLADO PARTE 2
Título: Os Tetracordes da Escala Maior
Os Tetracordes da Escala Maior Tetracorde é uma escala de quatro notas contidas no limite do quarto grau.
Os tetracordes eram usados para construir melodias na música grega antiga. Existiam três tipos de tetracordes gregos:
Diatônico, com intervalos de:
Semitom - Tom - Tom
Cromático, com intervalos de:
Semitom - Semitom - Tom e meio
Enarmônico, com intervalos de:
Quarto de tom - Quarto de Tom - 2 tons
O tetracorde da escala maior é diferente daqueles usados na Grécia antiga e consiste nos seguintes intervalos:
TOM - TOM - SEMITOM
Exemplos:
Tetracorde de Fá:
Fá - Sol - Lá - Sib
Tetracorde de Dó:
Do - Ré - Mi - Fá
Tetracorde de Sol:
Sol - Lá - Si - Dó
Tetracorde de Ré:
Ré - Mi - Fá# - Sol
Tetracorde de Lá:
Lá - Si - Dó# - Ré
Para a construção do tetracorde seguimos as mesmas regras para a construção das escalas diatônicas, não havendo repetição do nome da nota e nem saltos para outra nota que seja a próxima da ordem gradual (exemplo: dó ré mi fá sol lá si dó ...)
Veja abaixo o quadro com os tetracordes:
Tetracorde de Dó- Do Ré Mi Fá
Tetracorde de Sol- Sol Lá Si Dó
Tetracorde de Ré- Ré Mi Fá# Sol
Tetracorde de Lá -Lá Si Dó# Ré
Tetracorde de Mi- Mi Fá# Sol# Lá
Tetracorde de Si- Si Dó# Ré# Mi
Tetracorde de Fá #-Fá# Sol# Lá# Si
Tetracorde de Dó # -Dó# Ré# Mi# Fá#
Tetracorde de Sol #- Sol# Lá# Si# Dó#
Tetracorde de Ré #- Ré# Mi# Fá x Sol#
Tetracorde de Fá- Fá Sol Lá Sib
Tetracorde de Si b -Sib Dó Ré Mib
Tetracorde de Mi b- Mib Fá Sol Láb
Tetracorde de Lá b- Láb Sib Dó Réb
Tetracorde de Ré b- Réb Mib Fá Solb
Tetracorde de Sol b- Solb Láb Sib Dób
Tetracorde de Dó b- Dób Réb Mib Fáb
Tetracorde de Fá b- Fáb Solb Láb Sibb
Tetracorde de Si bb- Sibb Dób Réb Mibb
É importante a compreensão dos tetracordes, que consistem em um fragmento da escala maior, para podermos entender as relação entre as tonalidades e as progressões interválicas entre elas que veremos a seguir.
Os Tetracordes da Escala Maior Tetracorde é uma escala de quatro notas contidas no limite do quarto grau.
Os tetracordes eram usados para construir melodias na música grega antiga. Existiam três tipos de tetracordes gregos:
Diatônico, com intervalos de:
Semitom - Tom - Tom
Cromático, com intervalos de:
Semitom - Semitom - Tom e meio
Enarmônico, com intervalos de:
Quarto de tom - Quarto de Tom - 2 tons
O tetracorde da escala maior é diferente daqueles usados na Grécia antiga e consiste nos seguintes intervalos:
TOM - TOM - SEMITOM
Exemplos:
Tetracorde de Fá:
Fá - Sol - Lá - Sib
Tetracorde de Dó:
Do - Ré - Mi - Fá
Tetracorde de Sol:
Sol - Lá - Si - Dó
Tetracorde de Ré:
Ré - Mi - Fá# - Sol
Tetracorde de Lá:
Lá - Si - Dó# - Ré
Para a construção do tetracorde seguimos as mesmas regras para a construção das escalas diatônicas, não havendo repetição do nome da nota e nem saltos para outra nota que seja a próxima da ordem gradual (exemplo: dó ré mi fá sol lá si dó ...)
Veja abaixo o quadro com os tetracordes:
Tetracorde de Dó- Do Ré Mi Fá
Tetracorde de Sol- Sol Lá Si Dó
Tetracorde de Ré- Ré Mi Fá# Sol
Tetracorde de Lá -Lá Si Dó# Ré
Tetracorde de Mi- Mi Fá# Sol# Lá
Tetracorde de Si- Si Dó# Ré# Mi
Tetracorde de Fá #-Fá# Sol# Lá# Si
Tetracorde de Dó # -Dó# Ré# Mi# Fá#
Tetracorde de Sol #- Sol# Lá# Si# Dó#
Tetracorde de Ré #- Ré# Mi# Fá x Sol#
Tetracorde de Fá- Fá Sol Lá Sib
Tetracorde de Si b -Sib Dó Ré Mib
Tetracorde de Mi b- Mib Fá Sol Láb
Tetracorde de Lá b- Láb Sib Dó Réb
Tetracorde de Ré b- Réb Mib Fá Solb
Tetracorde de Sol b- Solb Láb Sib Dób
Tetracorde de Dó b- Dób Réb Mib Fáb
Tetracorde de Fá b- Fáb Solb Láb Sibb
Tetracorde de Si bb- Sibb Dób Réb Mibb
É importante a compreensão dos tetracordes, que consistem em um fragmento da escala maior, para podermos entender as relação entre as tonalidades e as progressões interválicas entre elas que veremos a seguir.
Título: Preparações – Parte I
1.Introdução
2. Função dominante
2.1. Dominante primário
2.2. Dominantes secundários
2.3. O acorde V7 4
3.Tensões
4. Exemplos
5. Na prática
1.Introdução
As preparações são uma parte que considero importante na harmonia de uma música. Por isso nessa série de textos procurarei demonstrar de forma prática o uso das preparações.
2. Função dominante
É uma função de sentido suspensivo e pede resolução na tônica. O acorde principal da função dominante é o V grau. Isso acontece porque os acordes com sétima possuem duas notas, que entre elas existe um intervalo de três tons, conhecido como trítono, que fica entre a terça maior e a sétima menor.
Ex:
C7 – dó – mi – sol – sib
Onde mi (terça maior) e sib (sétima menor) formam o trítono.
Uma curiosidade sobre o trítono é que ele já foi chamado de “diabolus in musica”, devido a sua sonoridade dissonante e instável. Vejamos a utilização de dois tipos de acordes com função dominante: dominante primário e dominante secundário.
2.1 Dominante primário
É o acorde mais usado para preparar-se a tônica, tanto no acorde maior como no menor.
Ex:
V7____I____V7_____Im
G7___C____G7_____Cm
2.2 Dominantes secundários
São os dominantes dos demais graus diatônicos.
Ex.
V7/III IIIm__________V7/IV_____IV
B7____Em___________C7________F
2.3 O acorde V7 4
Geralmente é muito comum o uso do acorde sétima com quarta suspensa, principalmente com o acréscimo da nona. Talvez você mesmo já tenha o utilizado, só que geralmente ele é escrito de uma forma simplificada.
Ex.
G7 4 (9) --à F/G
3. Tensões
As tensões (9), (13) e (9 13) são usadas quando se prepara um acorde maior e (b9) e (b9 b13) quando se prepara uma tônica menor, mas como efeito surpresa qualquer tensão é válida, desde que não haja conflito com a melodia harmonizada. Conheço um amigo que gosta muito de usar a quinta aumentada (#5), por exemplo. Eu gosto de usar a nona menor (b9) e também a nona menor e a décima terceira (b9 13).
4. Exemplos
a) | C7M | Am7 | Dm7 | G7 | C7M |
b) | C7M | Am7 | Dm7 | F/G | C7M | * F/G = G7 4 (9)
c) | C7M | A7 (b9 b13) | Dm7 | F/G G7 (b9) | C7M |
d) | C7M | E7 | Am7 | D7 | G7 (13) | C7M |
e) | C7M | Am7 | Dm7 | G7 | F/A G/B | C7M |
f) | C7M | B7 | Em7 | A7 | Dm7 | D7 | G7 | C7M |
5. Na prática
“Atirei o pau no gato”
| F7M | Am7 (11) D7 (b9) | Gm7 C7 (13) | F7M F7 | Bb7M |
| Am7 (11) D7 (b9) | Gm7 C7 (b9 13) | F7M |
Caso ao ler este texto você tiver alguma dúvida, basta deixar uma mensagem em nosso fórum. Qualquer crítica ou sugestão também poderá ser postado em nosso fórum.
1.Introdução
2. Função dominante
2.1. Dominante primário
2.2. Dominantes secundários
2.3. O acorde V7 4
3.Tensões
4. Exemplos
5. Na prática
1.Introdução
As preparações são uma parte que considero importante na harmonia de uma música. Por isso nessa série de textos procurarei demonstrar de forma prática o uso das preparações.
2. Função dominante
É uma função de sentido suspensivo e pede resolução na tônica. O acorde principal da função dominante é o V grau. Isso acontece porque os acordes com sétima possuem duas notas, que entre elas existe um intervalo de três tons, conhecido como trítono, que fica entre a terça maior e a sétima menor.
Ex:
C7 – dó – mi – sol – sib
Onde mi (terça maior) e sib (sétima menor) formam o trítono.
Uma curiosidade sobre o trítono é que ele já foi chamado de “diabolus in musica”, devido a sua sonoridade dissonante e instável. Vejamos a utilização de dois tipos de acordes com função dominante: dominante primário e dominante secundário.
2.1 Dominante primário
É o acorde mais usado para preparar-se a tônica, tanto no acorde maior como no menor.
Ex:
V7____I____V7_____Im
G7___C____G7_____Cm
2.2 Dominantes secundários
São os dominantes dos demais graus diatônicos.
Ex.
V7/III IIIm__________V7/IV_____IV
B7____Em___________C7________F
2.3 O acorde V7 4
Geralmente é muito comum o uso do acorde sétima com quarta suspensa, principalmente com o acréscimo da nona. Talvez você mesmo já tenha o utilizado, só que geralmente ele é escrito de uma forma simplificada.
Ex.
G7 4 (9) --à F/G
3. Tensões
As tensões (9), (13) e (9 13) são usadas quando se prepara um acorde maior e (b9) e (b9 b13) quando se prepara uma tônica menor, mas como efeito surpresa qualquer tensão é válida, desde que não haja conflito com a melodia harmonizada. Conheço um amigo que gosta muito de usar a quinta aumentada (#5), por exemplo. Eu gosto de usar a nona menor (b9) e também a nona menor e a décima terceira (b9 13).
4. Exemplos
a) | C7M | Am7 | Dm7 | G7 | C7M |
b) | C7M | Am7 | Dm7 | F/G | C7M | * F/G = G7 4 (9)
c) | C7M | A7 (b9 b13) | Dm7 | F/G G7 (b9) | C7M |
d) | C7M | E7 | Am7 | D7 | G7 (13) | C7M |
e) | C7M | Am7 | Dm7 | G7 | F/A G/B | C7M |
f) | C7M | B7 | Em7 | A7 | Dm7 | D7 | G7 | C7M |
5. Na prática
“Atirei o pau no gato”
| F7M | Am7 (11) D7 (b9) | Gm7 C7 (13) | F7M F7 | Bb7M |
| Am7 (11) D7 (b9) | Gm7 C7 (b9 13) | F7M |
Caso ao ler este texto você tiver alguma dúvida, basta deixar uma mensagem em nosso fórum. Qualquer crítica ou sugestão também poderá ser postado em nosso fórum.
Preparações – Parte II
1.Introdução
2.O Sub V7
3.II Cadencial
4. Exemplos
5. Na prática
1.Introdução
No primeiro texto falamos sobre a função dominante. Neste texto veremos um outro tipo de acorde que também possui função dominante, o Sub V7, e veremos um acorde com outra função, o II cadencial, que apresenta função subdominante.
2. O Sub V7
Sub V7 quer dizer substituto da sétima dominante e é encontrado sobre o II grau abaixado, isto é, um semitom acima do acorde de resolução. O Sub V7 resolve tanto no acorde maior quanto no menor.
Ex:
Sub V7______I___________Sub V7______Im
Db7________C___________Db7________Cm
O Sub V7 dos demais acordes diatônicos são denominados de Sub V7 secundários.
Ex:
__I____Sub V7/IV IV VIm7 Sub V7/V V7 I7M
|| C | Gb7 (#11) | F | Am7 | Ab7 | G7 | C7M ||
3. II Cadencial
A cadência harmônica autêntica é caracterizada pelas funções subdominante, dominante e tônica. A função subdominante se apresenta de forma intermediária entre as funções tônica e dominante. Um exemplo de cadência autêntica: IIm V7 I. Como o IIm é parte da cadência, daí o nome II Cadencial.
Ex:
IIm7 V7 I V7/III IIIm V7/II IIm7 V7 I
|| Dm7 G7 | C | F#m7 B7 | Em A7 | Dm7 G7 | C ||
4. Exemplos
a) | C7M | Em7 A7 | Dm7 | G7 | C7M |
b) | C7M | F#m7 B7 | Em7 | Dm7 G7 | C7M |
c) | C7M | Eb7 (9) | Dm7 | G7 | C7M |
d) | C7M | Bm7(11) Bb7(#11) | Am7 | Dm7 G7 | C7M |
5. Na prática
“Atirei o pau no gato”
| F7M | Am7 (11) Ab7 (#11) | Gm7 C7 (b9 13) | F7M Cm7 F7 (13) |
| Bb7M Bm7 E7 (b9) | Am7 (11) D7 (b9 b13) | Gm7 C7 (b9 13) | F7M |
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1.Introdução
2.O Sub V7
3.II Cadencial
4. Exemplos
5. Na prática
1.Introdução
No primeiro texto falamos sobre a função dominante. Neste texto veremos um outro tipo de acorde que também possui função dominante, o Sub V7, e veremos um acorde com outra função, o II cadencial, que apresenta função subdominante.
2. O Sub V7
Sub V7 quer dizer substituto da sétima dominante e é encontrado sobre o II grau abaixado, isto é, um semitom acima do acorde de resolução. O Sub V7 resolve tanto no acorde maior quanto no menor.
Ex:
Sub V7______I___________Sub V7______Im
Db7________C___________Db7________Cm
O Sub V7 dos demais acordes diatônicos são denominados de Sub V7 secundários.
Ex:
__I____Sub V7/IV IV VIm7 Sub V7/V V7 I7M
|| C | Gb7 (#11) | F | Am7 | Ab7 | G7 | C7M ||
3. II Cadencial
A cadência harmônica autêntica é caracterizada pelas funções subdominante, dominante e tônica. A função subdominante se apresenta de forma intermediária entre as funções tônica e dominante. Um exemplo de cadência autêntica: IIm V7 I. Como o IIm é parte da cadência, daí o nome II Cadencial.
Ex:
IIm7 V7 I V7/III IIIm V7/II IIm7 V7 I
|| Dm7 G7 | C | F#m7 B7 | Em A7 | Dm7 G7 | C ||
4. Exemplos
a) | C7M | Em7 A7 | Dm7 | G7 | C7M |
b) | C7M | F#m7 B7 | Em7 | Dm7 G7 | C7M |
c) | C7M | Eb7 (9) | Dm7 | G7 | C7M |
d) | C7M | Bm7(11) Bb7(#11) | Am7 | Dm7 G7 | C7M |
5. Na prática
“Atirei o pau no gato”
| F7M | Am7 (11) Ab7 (#11) | Gm7 C7 (b9 13) | F7M Cm7 F7 (13) |
| Bb7M Bm7 E7 (b9) | Am7 (11) D7 (b9 b13) | Gm7 C7 (b9 13) | F7M |
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Título: Teoria das escalas
Como descrito na introdução, harmonia é um conjunto de sons...
Começaremos estudando as escalas musicais:
O que é uma escala?
Escala é uma seqüência de notas que seguem uma orientação, baseada em uma nota principal, a TÔNICA.
Bom, mas antes de entrarmos a fundo nesse assunto, é necessário vermos tom e semi-tom:
Tom é o espaço que existe entre uma nota e outra. É formado de dois semi-tons.
Semi-tom é o espaço mínimo que existe entre uma nota e outra em uma escala. Na verdade isso não é inteiramente verdade. Um semi-tom pode ser dividido em nove unidades denominada "COMA". O coma é a medida mínima do som. E daí se explica a desafinação de um instrumento ou voz. Se em um intervalo de um tom (2semi-tons) não se elevar ou diminuir som em EXATAMENTE 2 semi-tons ( ou seja, 18 comas) ocorre a desafinação.
Exemplo:
De DÓ para RÉ são dois semi-tons. Mas e a nota que está entre elas?
Sustenido (#): é a alteração, ou elevação ascendente de um semi-tom a uma nota. EX.: DÓ-DÓ#. Elevou-se a nota DÓ i um semi-tom.
Bemol (b): é a alteração, ou diminuição descendente de um semi-tom a uma nota. EX.: RÉ-RÉb. Diminui-se a nota RÉ i um semi-tom.
OBS.: MI# e SI# "teoricamente" não existem. Isso não é verdade e será explicado mais a frente.
Para se formar uma escala, usa-se a seguinte fórmula:
T- t - t - st -t - t - t -st
T=> tônica t=> tom st=> semi-tom
Explicando:
Tomando a nota básica ( T ), anda-se um tom, depois outro tom, depois um semi-tom,..., e por último outro semi-tom, retornando à tônica.
Exemplo:
Tomando como tônica a nota DÓ, deve substituir na letra T. Substituindo:
DÓ-RÉ-MI-FÁ-SOL-LÁ-SI-DÓ.
Entendendo:
De DÓ para RÉ existe um tom( DÓ-DÓ#-RÉ).
De RÉ para MI existe um tom( RÉ-RÉ#-MI).
De MI para FÁ existe um semitom( MI-FÁ), já que teoricamente MI# não existe.
E assim por diante.
Daí para frente é só usar a formulazinha e substituir a tônica pela nota da escala desejada.
Exemplo:
Escala de FÁ. Substituindo:
FÁ- SOL- LÁ- SIb- DÓ-RÉ-MI-FÁ
De FÁ para SOL existe um tom (FÁ-FÁ#-SOL)
De SOL para LÁ existe um tom (SOL-SOL#-LÁ)
Agora vem a pergunta: porque é SIb e não LÁ#? Não é a mesma coisa?
R.: Ao ouvido é a mesma coisa sim. Mas na hora de se ler uma partitura de uma música em FÁ jamais você vai encontrar um LÁ#.
Treine isso e faça com as outras escalas.
Explicação
Geralmente o pessoal acha que escalas é muito fácil e aprende de qualquer jeito, isto é, aprende errado. Agora vou mostrar o porquê do MI# e SI#.
O "x"da questão é o seguinte: as pessoas não sabem que é OBRIGATÓRIO as escalas terem todas as 7 notas musicais(C,D,E,F,G,A,B). Mas como assim? Veja o exemplo (agora na nomenclatura de CIFRA)
ESCALA DE DÓ:
C, D,E,F,G,A,B,C
Simples certo. Tem todas as notas musicais de C a C. Agora a escala de D:
D,E,F#,G,A,B,C#.D.
Bom ainda está fácil, certo? Tem todas as 7 notas musicais de novo.Agora mais uma, a de E:
E,F#,G#,A,B,C#,D#,E
Sem mistério. Agora já muda uma pouco com a de F. Responda: qual está certa?
Essa: F,G,A,A#,C,D,E,F;
ou essa: F,G,A,Bb,C,D,E,F;
Ou as duas estão certas?
Se você acha que é a primeira, você pensou como muitos por aí, A certa é a 2ª e só a 2ª. Por que?
R.: é como eu já havia dito: TODAS AS ESCALAS DEVEM TER TODAS AS NOTAS MUSICAIS.
Explicação:
Na escala de F, seguindo a nossa fórmula, vemos que da terceira para a quarta nota deve haver um intervalo de apenas meio tom. No caso A(3º) para supostamente A#(st). Por que não pode ser A#? Simples: porque já tem uma nota A na escala, não pode haver outra, porque senão iria faltar uma das notas musicais, no caso a nota B. Então ao invés de usarmos A# devemos usar Bb, que é sonoricamente a mesma coisa.
Uma coisa deve ser muito bem entendida: INDEPENDENTE DE SER SUSTENIDO OU BEMOL, A NOTA LÁ SEMPRE VAI SER LÁ (A, Ab, A#). O MESMO VALE PARA QUALQUER OUTRA NOTA MUSICAL. Por exemplo (pra não restar mais dúvida):
C, Cb e C# TODAS são Dós. Então se uma escala se estiver faltando a nota DÓ vai ser dessas três. Mas a verdade é que existem ainda mais outros dois símbolos que alteram a elevação do som de uma nota.
x (na verdade é um "x" um pouco diferente, mas este serve): este é o DOBRADO SUSTENIDO. Altera i dois st ascendentes a nota.
bb: DOBRADO BEMOL. Altera i dois st descendentes a nota.
Agora o E# e o B#:
Agora que você já entendeu a colocação acima( se não entendeu volte e entenda) tente fazer a escala de C#. TENTE!
Bom, pra começar use a nossa fórmula. Você, logicamente, deve ter percebido que se na escala de C nenhuma nota era sustenida agora todas vão ser.
Antes era: C,D,E,F,G,A,B,C.
Agora sustenizando todas as notas teremos:
C#,D# e...... não tem jeito; tem que ser E#! Depois F#, G#, A#, e.......B#.
Pronto!
Agora outro exemplo simples:
ESCALA DE D#:
D#, E#......, e agora? Antes o F já era sustenido. Só resta usar o DOBRADO SUSTENIDO! Então fica:
D#,E#,Fx,G# A#, B# e por fim Cx
O mesmo se aplica à escala de Fb:
FB, Gb, Ab, e......Bbb, Cb,Db,Eb,Fb.
Este assunto é muito importante, se você o entender bem não terá dificuldade nas próximas lições, pois elas estão todas baseadas neste teoria.
Título: Tonalidade e Escalas - Definições
Nesta aula iremos apenas abordar definições básicas sobre escalas e tonalidades que mais adiante estudaremos cada assunto mais detalhadamente.
Tonalidade
Tonalidade é o fenômeno harmônco e melódico que rejem a formação das escalas, é o conjunto de sons que relacionam com uma nota tônica.
A Tônica é a nota de resolução principal na escala, sendo o centro tonal e melódico da tonalidade. A Tônica é a primeira nota da escala (Primeiro grau), a qual dá o nome à escala.
Escala, como já vimos anteriormente, é o conjunto de notas organizadas em ordem gradual de altura ascendente ou descendeste.
Existem muitos tipos de escalas usadas na nossa música tais como: Exóticas, Bebop, Símétricas, Pentatônicas, Hexatônias, Blues, etc. Entre muitas outras existentes em outras culturas musicas.
As principais escalas e bases para o nosso estudo de tonalidade são as Diatônicas e Cromáticas.
Escala Cromática
A escala cromática é composta por intervalos de semitons, ou seja de meio em meio tom (como vimos na aula anterior), podendo ser temperada (em instrumentos de afinação no sistema temperado) ou harmônica ( em instrumentos de som não fixos).
Escala Diatônica
A Escala Diatônica é composta por intervalos de tons e semitons diatônicos. É a escala da tonalidade, por exemplo a escala diatônica de Dó maior é a escala no tom de Dó maior. É mais comum ser chamada apenas de escala maior (Tonalidade Maior) ou escala menor (Tonalidade Menor).
As Escalas Diatônicas podem ser: Maior, Menor (primitiva), Menor Harmônica e Menor Melódica.
Escalas Relativas
As Escalas Relativas são aquelas que possuem o mesmo conjunto de notas. Sempre uma maior será relativa de uma menor e vice-versa. Por exemplo: Dó maior é relativo de Lá menor e Lá menor é relativo de Dó Maior, porque estas duas escalas possuem as mesmas notas.
Exemplo:
Notas da escala de Dó Maior: Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si
Notas da escala de Lá Menor: Lá Si Dó Ré Mi Fá Sol
Veja abaixo as escalas relativas: Dó Maior <===> Lá Menor
Ré b Maior <===> Si b Menor
Ré Maior <===> Si Menor
Mi b Maior <===> Dó Menor
Mi Maior <===> Do # Menor
Fá Maior <===> Ré Menor
Sol b Maior <===> Mi b Menor
Sol Maior <===> Mi Menor
Lá b Maior <===> Fá Menor
Lá Maior <===> Fá # Menor
Si b Maior <===> Sol Menor
Si Maior <===> Sol # Menor
Escalas Homônimas
Escalas Homônimas são aquelas que possuem o mesmo nome, ou seja, possuem a mesma tônica.
Exemplo: Dó Maior é homônima de Dó Menor
Escalas Enarmônicas
Escalas Enarmônicas são aquelas que possuem o mesmo som, mas com notação diferente. Exemplo:
Escala de Fá # Maior - Fá # - Sol # - Lá # - Si - Dó # - Ré # - Mi #
Escala de Sol b Maior - Sol b - Lá b - Si b - Dó b - Ré b - Mi b - Fá
Título: Leitura de Partitura
Para que o leitor tenha um bom desenvolvimento apresentarei três fatores fundamentais na formação do músico amador ou profissional:
A musicalidade;
O conhecimento formal;
A habilidade motora.
A teoria e a grafia musical formam parte do conhecimento formal, o desenvolvimento auditivo e rítmico melhora a musicalidade e a prática instrumental cuida da parte motora. O ideal é que estes três fatores se desenvolvam equilibradamente, sem prevalecer um sobre o outro.
No final de cada matéria terá um questionário com perguntas relacionadas ao texto estudado. Sugiro que todos (os que levam a música a sério) respondam sem olhar no gabarito, pois afinal de contas, não terá um gabarito para se olhar.
Vamos aos estudos!
Notação musical
1- Notas /Escala/Pauta.
Os sons musicais são representados graficamente por sinais chamados notas; e a escrita da música da -se o nome de Notação musical.
As notas são 7: Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si.
Essas 7 notas ouvidas sucessivamente forma uma série de sons a qual se dá o nome de Escala.
Quando esta série de sons segue sua ordem natural, (do, re, mi, fá, sol, lá, si), temos uma escala ascendente; seguindo em ordem inversa (si, lá, sol, fá, mi, re, do), temos uma escala descendente. A escala esta terminada se for terminada, as séries ascendentes ou iniciada a descendente com a nota Dó.
Escala Ascendente:
(Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si – Dó)
Contando: 1,2,3,4,5,6,7,8.
Escala Descendente
(Dó – Si – Lá – Sol – Fá – Mi – Ré – Dó)
Contando:8,7,6,5,4,3,2,1.
Pauta é a reunião de 5 linhas horizontais, paralelas e eqüidistantes, formando entre si 4 espaços. É nas linhas e nos espaços da pauta que se escrevem as notas.
A pauta também pode ser chamada de pentagrama.
As linhas, bem como os espaços da pauta, são contados de baixo para cima:
Espaços:
______________________5
Espaço: 4
______________________4
Espaço: 3
______________________3
Espaço: 2
______________________2
Espaço: 1
______________________1 Linha
Linhas:
5__________________________
4__________________________
3__________________________
2__________________________
1__________________________
A pauta entretanto não é suficiente para conter todos os sons musicais que o ouvido pode apreciar.
Por esse motivo, usa-se linhas e espaços chamados suplementares superiores ou inferiores, quando são colocados, respectivamente, acima ou abaixo da pauta. Usam-se também escrever notas nos espaços formados por estas linhas (espaços suplementares superiores ou inferiores).
As linhas e os espaços suplementares contam-se de baixo para cima quando suplementares superiores e de cima para baixo quando inferiores.
O numero de linhas e de espaços suplementares não é limitado, contudo não é comum empregar-se mais que 5 linhas.
Questionário
01) O que é notação musical?
02) Como se chamam as notas?
03) O que é pauta?
04) O que é pentagrama?
05) Como devem ser contados os espaços e as linhas da pauta?
06) Para que servem as linhas suplementares superiores e inferiores?
07) Como são contados as linhas e os espaços suplementares superiores?
08) E as suplementares inferiores?
09) Quantas linhas e espaços suplementares podemos empregar?
10) O que é escala?
Vamos entrar em um assunto primordial quando se fala em partitura, o sinal gráfico chamado de clave.
Para determinar o nome da nota e a sua altura na sua escala coloca-se no principio da pauta uma clave.
Há três sinais de claves;
(1) clave de Sol que é escrita na segunda linha da pauta.
(2) claves de Fá, e são escritas na 3º e 4º linhas da pauta.
(4) claves de Dó, que são escritas na 1º, 2, 3º e 4º linhas da pauta.
Também foi usada, antigamente, uma clave de Sol na 1º linha, mas deixou de ser usada porque suas notas ficavam exatamente iguais as notas da clave de Fá na 4º linha (embora, nesta ultima clave as notas fossem entoadas duas oitavas abaixo).
Em algumas claves é necessário o uso de dois pontinhos ao lado direito da clave, e serve para indicar em que linha está escrita a clave. É o caso das claves de Fá e Dó.
Na clave de Sol deixaram de ser usados estes dois pontinhos, uma vez que, desaparecendo o seu emprego na 1º linha da pauta, usa-se apenas uma clave de sol, assinada exclusivamente na 2º linha da pauta.
Cada clave dá seu nome a nota escrita em sua linha. Nos espaços e nas linhas subseqüentes, ascendentes ou descendentes, as notas vão sendo nomeadas sucessivamente, de acordo com a ordem já referida.
As duas claves mais usadas são a de Sol e a de Fá na 4º linha. São essas claves empregadas para todas as vozes, bem como para a maior parte dos instrumentos, inclusive o mais comum dentre todos, o piano.
Questionário
1. Que é clave?
2. Quantas formas têm as claves?
3. Em que linha da pauta se escreve a clave se sol?
4. E a de Fá?
5. E a de Dó?
6. Quantas são as claves?
7. Porque deixou de ser usada a clave de sol na 1º linha?
8. Para que serve os dois pontinhos colocados ao lado da clave?
9. Qual a clave que dispensa os pontinhos? E porque?
10. Quais são as claves mais usadas?
Valores de som.
Trata-se de um conjunto de figuras que representam os sons musicais.
Vejamos:
Nem todas notas tem a mesma duração. Para representar as várias durações dos sons musicais das notas, são escritas sob formas diferentes.
Essas diversas formas das notas são chamadas de figuras ou valores.
São esses os nomes das figuras mais usadas:
Semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa. (Não vou aqui representa-las graficamente, porém seria interessante se você tivesse um livro alternativo que demonstrasse o formato das figuras para facilitar a compreensão).
Essas figuras representam os sons.
Bom, assim como temos figuras que representam a duração de som, logo teremos as figuras que representam a duração de silêncio.
Vejamos:
As pausas são figuras que indicam duração de silêncio entre os sons. Alguns tratadistas dão as pausas a denominação de figuras negativas ou valores negativos. Não concordamos.
As pausas tem função rítmica e função de estética definidas no sentido musical. Logo, não podem ser consideradas como figuras negativas, o que vem dar um sentido de ausência de valor a figura da pausa, e é na construção musical tão importante e significativa quanto a figura de som.
Cada figura de som tem sua respectiva pausa, que lhe corresponde ao mesmo tem de duração.
Há ainda uma figura empregada com menos freqüência que as demais, é a quartifusa (também chamada de tremifusa).
Havia antigamente 3 figuras que pouco a pouco foram deixando de ser usadas, até desaparecerem totalmente da grafia musical: a Máxima, a Longa e a Breve.
Estas figuras só aparecem em trechos de autores antigos, pois os modernos não usam mais.
Ligadura – ponto de Aumento.
1 – Ligadura,
A ligadura é uma linha curva, que se estiver colocada sobre ou sob dois ou mais sons da mesma entoação, indica que os sons ligados não devem ser repetidos; isto é, somente o primeiro som é omitido, os demais serão apenas uma prolongação do primeiro.
Esta prolongação terá a duração das figuras ligadas.
Quando a ligadura vem colocada por cima ou por baixo de sons de entoação diferente, seu efeito é meramente de execução instrumental ou vocal, determinando que entre o primeiro e o ultimo som compreendidos dentro da ligadura, não deve haver interrupção e sim, que tais sons se executam ligadamente.
2 – Ponto de Aumento,
U ponto colocado à direita de uma figura serve para aumentar a metade do valor de duração dessa figura.
É por isso que chamamos de Ponto de Aumento.
Por exemplo:
Se pontuarmos uma mínima ela valerá uma mínima e mais uma semínima (metade da mínima), uma vez que o ponto serve para aumentar a metade do valor da figura.
Assim como as figuras, as pausas também podem ser pontuadas.
Dois ou mais pontos podem ser colocados à direita da nota ou da pausa, tendo neste caso, o primeiro, o valor já conhecido, e os seguintes, cada qual a metade do valor do antecedente.
Os valores positivos pontuados podem ser substituídos por valores ligados.
Questionário
1. Que é ligadura?
2. Qual a função da ligadura se estiver colocada sobre sons de mesma entoação?
3. Qual a função da ligadura se estiver colocada sobre sons de entoação diferente?
4. Para que serve o ponto de aumento?
5. Onde se coloca o ponto de aumento?
6. As pausas também podem ser pontuadas?
7. É possível colocar na mesma nota mais de um ponto de aumento?
8. Qual o valor do segundo ponto?
9. Qual o valor do terceiro ponto?
10. Há diferença de duração entre a mínima pontuada e a mínima ligada a uma semínima?
Título: Noções de partitura
PAUTA OU PENTAGRAMA
É o local onde são escritas as notas. São 5 linhas horizontais, paralelas, que formam 4 espaços. As linhas e espaços são contados de baixo para cima. Pode-se acrescentar linhas acima e abaixo da pauta, formando linhas e espaços suplementares superiores (acima da pauta) e inferiores (abaixo).
CLAVE
É um sinal colocado no início da pauta e serve para determinar o nome da nota e sua altura na escala. Por exemplo, a clave de sol é escrita na segunda linha. Então, sempre que no início da pauta estiver a clave de sol, a nota que vier escrita na segunda linha se chamará sol. Para conhecer as outras notas, basta seguir a escala ascendente (sol, lá, si, dó etc.) ou descendente (sol, fá, mi, ré etc.). As outras claves são as de fá (escrita na terceira e quarta linhas) e a de dó (na 1ª, 2ª, 3ª e 4ª linhas).
NOTAS
É a representação gráfica dos sons. As notas são dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. Quando executamos tais notas sucessivamente, formamos uma escala, que pode ser ascendente (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) ou descendente (dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó).
VALORES
Já viram que as notas representam graficamente o som; que tais notas são escritas na pauta; e que o nome dessa nota depende da clave colocada no início da pauta. Agora: quanto tempo vai durar essa nota?
Para que pudéssemos saber as durações de tempo de cada nota foram criados vários desenhos (figuras). Assim, se a nota dó vem representada por uma figura, deverá durar certo tempo.
Existem figuras de som (dizem quanto tempo dura a nota) e figuras de pausa (mostram quanto tempo dura o silêncio). Para cada figura de som existe uma figura de pausa (silêncio) correspondente. Mas afinal, quanto tempo valem a mínima, semínima, a colcheia etc. e suas respectivas pausas? A resposta é: depende. As figuras de som e silêncio não têm tempo fixo. Existe uma relação. Ou seja, uma semibreve vale duas mínimas; uma mínima vale duas semínimas. E assim por diante.
A semibreve é a figura que compreende todas as outras. Ela é tomada como unidade na divisão proporcional dos valores.
LIGADURA
A teoria musical geralmente só se refere à ligação de sons da mesma entonação. Quando ligamos sons iguais, estamos apenas somando seus tempos, ou seja, só o primeiro som é emitido, os demais são apenas um prolongamento do primeiro. A duração será a das respectivas figuras ligadas.
Especificamente em relação á guitarra, além de representar a soma dos tempos de notas da mesma entonação, a ligadura pode indicar uma forma de execução das notas, quando ligamos notas de entonação diferente, mas todos os casos têm uma semelhança: apenas a primeira nota é atacada diretamente. Com os estudos práticos certamente entenderá melhor. Por enquanto saiba que existem duas coisas distintas: 1 - ligação de notas da mesma entonação (somam-se os tempos); 2 - ligação de notas de entonação diferente, indicando a forma de execução das notas.
PONTO DE AUMENTO
É um ponto colocado à direita da figura, aumentando-a pela metade. Por exemplo, digamos que a semínima valha 1 tempo, se colocarmos um ponto de aumento à sua direita ela passará a valer 1 + 1/2 tempo. E mais, se colocarmos um segundo ponto de aumento ao lado do primeiro, ele valerá a metade do primeiro. Ou seja, aquela semínima que valia 1 tempo passará a valer 1 +1/2 + 1/4.
O mesmo ocorre com as pausas. Por exemplo, digamos que a pausa da mínima valha 2 tempos, se colocarmos um ponto de aumento à sua direita ela passará a valer 3 tempos (2 + 1).
Daí podemos tirar que ou ligamos notas da mesma entonação para aumentar sua duração, ou colocamos pontos de aumento à direita da nota.
COMPASSOS
São os grupos de tempo nos quais são colocadas as notas. Esses grupos podem ter 2 (binário), 3 (ternário) ou 4 (quaternário) tempos. Os grupos, ou seja, os compassos são divididos por uma linha vertical chamada travessão.
Muito bem, mas para formar um compasso de dois tempos, por exemplo, precisamos saber quanto tempo dura cada nota. Como saber isso, se as notas não têm tempo fixo, e sim relações? É simples, observem que no início do pentagrama (pauta) há uma fração (2/4, 3/4, 4/4 etc.). Vejam como é mole, o número de cima da fração indica quantos tempos deve ter em cada compasso (2, 3 ou 4). Já o número de baixo da fração estabelece qual a figura que valerá 1 tempo no compasso, ou seja, a figura que representa a unidade de tempo.
Amigos, abreviando nosso estudo teórico, não vou mostrar passo a passo as deduções. Saibam o seguinte:
Quando o 4 for o número de baixo da fração, a semínima valerá um tempo.
Se o 2 for o número lá de baixo, a mínima valerá um tempo.
Já se o 8 for o denominador (o número de baixo da fração), a colcheia valerá um tempo.
A teoria musical apresenta muitas outras possibilidades, com outros números no denominador, mas esses são os mais usados. E é o suficiente para estudar aqui na Sol Maior. Se quiserem aprofundar, comprem um bom livro de teoria musical e vãoem frente.
Vejam os compassos mais comuns, os que veremos em nossos estudos práticos aqui no Sol Maior: 4/4, 2/4, 3/4. Observem que em todos aparece o número 4 no denominador da fração, ou seja, a semínima vale 1 tempo no compasso. Aí fica fácil, é só fazer a relação: 1semibreve = 4 semínimas; 1mínima = 2semínimas; 1colcheia = 1/2semínima etc. Ou seja, 1semibreve = 4 tempos; 1mínima = 2tempos; 1colcheia = 1/2tempo etc.
MARCAÇÃO DE COMPASSOS
É preciso muita atenção agora, pois na minha opinião este assunto representa o principal link entre a teoria e a prática. Marcar um compasso é mostrar, através de movimentos com as mãos, como os tempos são divididos.
Conforme já vimos, esta é a pauta ou pentagrama. 5 linhas e 4 espaços, ambos contados de baixo para cima.
A clave de Sol indica que a nota da 2ª linha é Sol.
O número 2 da fração mostra que cada grupo de notas (compasso) terá 2 tempos. Já o número 4 nos revela que a semínima é a unidade de tempo (vale 1 tempo no compasso). O travessão divide os compassos.
Marcação
Conte 1, 2 1, 2 1, 2 1, 2 1, 2 (...)
Procure pronunciar 1 (um) número por segundo. Não é preciso correria...
Agora, abaixe e levante a mão. Embaixo, conte 1 (um); em cima, conte 2 (dois):
Exemplos:
Compasso 2/4 formado por semínimas. Basta executar 1 nota embaixo e 1 em cima:
Compasso 2/4 formado por colcheias. Prestem atenção, como a colcheia, nesse caso, vale a metade da semínima, precisamos de 2 colcheias para completar 1 tempo. Ou seja, façam 2 notas com a mão lá embaixo (tempo 1) e 2 lá em cima (tempo 2):
Compasso 3/4 formado por 1 semínima (tempo 1), 2 colcheias (tempo 2), e 4 semicolcheias (tempo 3). Como vocês vêem, o primeiro tempo é formado por 1 nota; o segundo, por 2 (1/2 + 1/2); e o terceiro por 4 (1/4 +1/4 + 1/4 + 1/4).
Compasso 4/4. Este compasso é também representado por um C, colocado no início do pentagrama. Atenção ao exemplo: 2 colcheias, 1 pausa da semínima, 4 semicolcheias, 2 colcheias.
ACENTO MÉTRICO
O acento métrico nos permite saber, através da audição, se o compasso é binário, ternário ou quaternário. E mais, sou da opinião de que a importância da acentuação vai além... Na execução de um trecho musical, a acentuação, entre outros fatores, é quem dá estilo à interpretação, e depende do momento, da receptividade do público, da nossa história de vida, da nossa sensibilidade, do nosso conhecimento da música executada etc. É lógico que a partitura e a teoria musical indicam caminhos a serem seguidos, mas o bom músico não é uma máquina de tocar. Observe como deve ser o acento métrico:
Compasso binário: 1º tempo Forte; 2º tempo fraco
Compasso ternário: 1º tempo forte; 2º tempo fraco; 3º tempo fraco
Compasso quaternário: 1º tempo forte; 2º tempo fraco; 3º tempo fraco; 4º tempo fraco;
Note-se que os tempos também são subdivididos em partes fortes e fracas. Nesse caso, a primeira nota do compasso recebe acentuação ligeiramente mais forte que as outras notas também fortes.
Não se esqueça: a acentuação é de extrema utilidade na execução das músicas, pois dá estilo e sentimento à interpretação.
SÍNCOPE
Nos exemplos que demos de marcação de compasso, todos os tempos fortes estavam sendo iniciados por uma nota. Entretanto, pode ocorrer de a nota executada no tempo ou parte fraca anterior ser prolongada até o tempo forte seguinte. Assim, o tempo forte estará preenchido com os "restos" de som da nota anterior. Quando isso ocorre, temos a SÍNCOPE.
CONTRATEMPO
Se no tempo ou parte forte não tiver nota nenhuma, e sim uma pausa (silêncio), teremos um contratempo.
ALTERAÇÕES
Para que vocês entendam rapidamente: saibam que entre algumas notas da escala há outro som. Por exemplo, entre a nota sol e a lá, existe outra nota, que pode receber dois nomes diferentes. Se você parte da nota sol, um pouquinho acima existe o sol sustenido; já um pouquinho abaixo da nota lá existe o lá bemol, que tem o mesmo som do sol sustenido. Daí concluímos que o sustenido é uma alteração ascendente; e o bemol, descendente. Quando se quer desfazer uma alteração, seja ela ascendente ou descendente, usa-se a alteração chamada bequadro.
Então, se entre sol e lá, por exemplo, há um intervalo de tom, entre sol e sol sustenido haverá um intervalo de apenas meio tom, ou seja, um semitom. Outras alterações existentes são o dobrado sustenido, que eleva a nota em dois semitons, e o dobrado bemol, abaixa a nota em dois semitons.
Deve-se ter atenção quando um sustenido for usado após um dobrado sustenido, nesse caso terá efeito descendente. Já se um bemol modificar uma nota anteriormente alterada por dobrado bemol, terá efeito ascendente, é lógico.
Obs.: Não se considera, neste estudo básico, a diferença entre os instrumentos temperados e os não-temperados.
ARMADURA DE CLAVE
É um meio para se conhecer o tom de um trecho musical. Não vou mostrar aqui como se chega a cada armadura. Um bom livro de teoria musical poderá auxiliá-los
Assim, fique atento, pois a armadura faz com que a nota seja alterada sempre que esta aparecer dentro da música. Se quisermos evitar que a armadura altere a nota precisamos colocar uma alteração (um bequadro, por exemplo) no lado da nota alterada pela armadura.
As alterações que aparecem no decorrer do trecho musical, sem constar da armadura, são consideradas alterações acidentais, e só atuam sobre notas de mesmo nome (qualquer lugar da pauta) localizadas dentro de um compasso, e depois do seu aparecimento.
Lembre-se: não havendo armadura alguma no início do pentagrama, a música estará ou em dó maior, ou em lá menor. Estes são os chamados tons naturais.
OUTROS SINAIS
QUIÁLTERAS
Mudança na quantidade de nota que deveria ter no compasso. A mais usada é a de 3 colcheias valendo apenas 1 tempo.
FERMATA
Sinal colocado sobre ou sob uma nota, fazendo com que se prolongue o som mais do que o tempo estabelecido. Como a fermata não indica o tempo do prolongamento do som, a execução fica por conta do intérprete. Entretanto, palavras como "longa" ou "curta" podem ser colocadas sobre a fermata, sinalizando maior ou menor sustentação do som.
Título: Pauta ou Pentagrama
É o local onde são escritas as notas. São 5 linhas horizontais, paralelas, que formam 4 espaços. As linhas e espaços são contados de baixo para cima. Pode-se acrescentar linhas acima e abaixo da pauta, formando linhas e espaços suplementares superiores (acima da pauta) e inferiores (abaixo).
CLAVE
É um sinal colocado no início da pauta e serve para determinar o nome da nota e sua altura na escala. Por exemplo, a clave de sol é escrita na segunda linha. Então, sempre que no início da pauta estiver a clave de sol, a nota que vier escrita na segunda linha se chamará sol. Para conhecer as outras notas, basta seguir a escala ascendente (sol, lá, si, dó etc.) ou descendente (sol, fá, mi, ré etc.). As outras claves são as de fá (escrita na terceira e quarta linhas) e a de dó (na 1ª, 2ª, 3ª e 4ª linhas).
NOTAS
É a representação gráfica dos sons. As notas são dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. Quando executamos tais notas sucessivamente, formamos uma escala, que pode ser ascendente (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) ou descendente (dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó).
Título: Pauta, Clave, NotasA musicalidade;
O conhecimento formal;
A habilidade motora.
A teoria e a grafia musical formam parte do conhecimento formal, o desenvolvimento auditivo e rítmico melhora a musicalidade e a prática instrumental cuida da parte motora. O ideal é que estes três fatores se desenvolvam equilibradamente, sem prevalecer um sobre o outro.
No final de cada matéria terá um questionário com perguntas relacionadas ao texto estudado. Sugiro que todos (os que levam a música a sério) respondam sem olhar no gabarito, pois afinal de contas, não terá um gabarito para se olhar.
Vamos aos estudos!
Notação musical
1- Notas /Escala/Pauta.
Os sons musicais são representados graficamente por sinais chamados notas; e a escrita da música da -se o nome de Notação musical.
As notas são 7: Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si.
Essas 7 notas ouvidas sucessivamente forma uma série de sons a qual se dá o nome de Escala.
Quando esta série de sons segue sua ordem natural, (do, re, mi, fá, sol, lá, si), temos uma escala ascendente; seguindo em ordem inversa (si, lá, sol, fá, mi, re, do), temos uma escala descendente. A escala esta terminada se for terminada, as séries ascendentes ou iniciada a descendente com a nota Dó.
Escala Ascendente:
(Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si – Dó)
Contando: 1,2,3,4,5,6,7,8.
Escala Descendente
(Dó – Si – Lá – Sol – Fá – Mi – Ré – Dó)
Contando:8,7,6,5,4,3,2,1.
Pauta é a reunião de 5 linhas horizontais, paralelas e eqüidistantes, formando entre si 4 espaços. É nas linhas e nos espaços da pauta que se escrevem as notas.
A pauta também pode ser chamada de pentagrama.
As linhas, bem como os espaços da pauta, são contados de baixo para cima:
Espaços:
______________________5
Espaço: 4
______________________4
Espaço: 3
______________________3
Espaço: 2
______________________2
Espaço: 1
______________________1 Linha
Linhas:
5__________________________
4__________________________
3__________________________
2__________________________
1__________________________
A pauta entretanto não é suficiente para conter todos os sons musicais que o ouvido pode apreciar.
Por esse motivo, usa-se linhas e espaços chamados suplementares superiores ou inferiores, quando são colocados, respectivamente, acima ou abaixo da pauta. Usam-se também escrever notas nos espaços formados por estas linhas (espaços suplementares superiores ou inferiores).
As linhas e os espaços suplementares contam-se de baixo para cima quando suplementares superiores e de cima para baixo quando inferiores.
O numero de linhas e de espaços suplementares não é limitado, contudo não é comum empregar-se mais que 5 linhas.
Questionário
01) O que é notação musical?
02) Como se chamam as notas?
03) O que é pauta?
04) O que é pentagrama?
05) Como devem ser contados os espaços e as linhas da pauta?
06) Para que servem as linhas suplementares superiores e inferiores?
07) Como são contados as linhas e os espaços suplementares superiores?
08) E as suplementares inferiores?
09) Quantas linhas e espaços suplementares podemos empregar?
10) O que é escala?
Vamos entrar em um assunto primordial quando se fala em partitura, o sinal gráfico chamado de clave.
Para determinar o nome da nota e a sua altura na sua escala coloca-se no principio da pauta uma clave.
Há três sinais de claves;
(1) clave de Sol que é escrita na segunda linha da pauta.
(2) claves de Fá, e são escritas na 3º e 4º linhas da pauta.
(4) claves de Dó, que são escritas na 1º, 2, 3º e 4º linhas da pauta.
Também foi usada, antigamente, uma clave de Sol na 1º linha, mas deixou de ser usada porque suas notas ficavam exatamente iguais as notas da clave de Fá na 4º linha (embora, nesta ultima clave as notas fossem entoadas duas oitavas abaixo).
Em algumas claves é necessário o uso de dois pontinhos ao lado direito da clave, e serve para indicar em que linha está escrita a clave. É o caso das claves de Fá e Dó.
Na clave de Sol deixaram de ser usados estes dois pontinhos, uma vez que, desaparecendo o seu emprego na 1º linha da pauta, usa-se apenas uma clave de sol, assinada exclusivamente na 2º linha da pauta.
Cada clave dá seu nome a nota escrita em sua linha. Nos espaços e nas linhas subseqüentes, ascendentes ou descendentes, as notas vão sendo nomeadas sucessivamente, de acordo com a ordem já referida.
As duas claves mais usadas são a de Sol e a de Fá na 4º linha. São essas claves empregadas para todas as vozes, bem como para a maior parte dos instrumentos, inclusive o mais comum dentre todos, o piano.
Questionário
1. Que é clave?
2. Quantas formas têm as claves?
3. Em que linha da pauta se escreve a clave se sol?
4. E a de Fá?
5. E a de Dó?
6. Quantas são as claves?
7. Porque deixou de ser usada a clave de sol na 1º linha?
8. Para que serve os dois pontinhos colocados ao lado da clave?
9. Qual a clave que dispensa os pontinhos? E porque?
10. Quais são as claves mais usadas?
Valores de som.
Trata-se de um conjunto de figuras que representam os sons musicais.
Vejamos:
Nem todas notas tem a mesma duração. Para representar as várias durações dos sons musicais das notas, são escritas sob formas diferentes.
Essas diversas formas das notas são chamadas de figuras ou valores.
São esses os nomes das figuras mais usadas:
Semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa. (Não vou aqui representa-las graficamente, porém seria interessante se você tivesse um livro alternativo que demonstrasse o formato das figuras para facilitar a compreensão).
Essas figuras representam os sons.
Bom, assim como temos figuras que representam a duração de som, logo teremos as figuras que representam a duração de silêncio.
Vejamos:
As pausas são figuras que indicam duração de silêncio entre os sons. Alguns tratadistas dão as pausas a denominação de figuras negativas ou valores negativos. Não concordamos.
As pausas tem função rítmica e função de estética definidas no sentido musical. Logo, não podem ser consideradas como figuras negativas, o que vem dar um sentido de ausência de valor a figura da pausa, e é na construção musical tão importante e significativa quanto a figura de som.
Cada figura de som tem sua respectiva pausa, que lhe corresponde ao mesmo tem de duração.
Há ainda uma figura empregada com menos freqüência que as demais, é a quartifusa (também chamada de tremifusa).
Havia antigamente 3 figuras que pouco a pouco foram deixando de ser usadas, até desaparecerem totalmente da grafia musical: a Máxima, a Longa e a Breve.
Estas figuras só aparecem em trechos de autores antigos, pois os modernos não usam mais.
Ligadura – ponto de Aumento.
1 – Ligadura,
A ligadura é uma linha curva, que se estiver colocada sobre ou sob dois ou mais sons da mesma entoação, indica que os sons ligados não devem ser repetidos; isto é, somente o primeiro som é omitido, os demais serão apenas uma prolongação do primeiro.
Esta prolongação terá a duração das figuras ligadas.
Quando a ligadura vem colocada por cima ou por baixo de sons de entoação diferente, seu efeito é meramente de execução instrumental ou vocal, determinando que entre o primeiro e o ultimo som compreendidos dentro da ligadura, não deve haver interrupção e sim, que tais sons se executam ligadamente.
2 – Ponto de Aumento,
U ponto colocado à direita de uma figura serve para aumentar a metade do valor de duração dessa figura.
É por isso que chamamos de Ponto de Aumento.
Por exemplo:
Se pontuarmos uma mínima ela valerá uma mínima e mais uma semínima (metade da mínima), uma vez que o ponto serve para aumentar a metade do valor da figura.
Assim como as figuras, as pausas também podem ser pontuadas.
Dois ou mais pontos podem ser colocados à direita da nota ou da pausa, tendo neste caso, o primeiro, o valor já conhecido, e os seguintes, cada qual a metade do valor do antecedente.
Os valores positivos pontuados podem ser substituídos por valores ligados.
Questionário
1. Que é ligadura?
2. Qual a função da ligadura se estiver colocada sobre sons de mesma entoação?
3. Qual a função da ligadura se estiver colocada sobre sons de entoação diferente?
4. Para que serve o ponto de aumento?
5. Onde se coloca o ponto de aumento?
6. As pausas também podem ser pontuadas?
7. É possível colocar na mesma nota mais de um ponto de aumento?
8. Qual o valor do segundo ponto?
9. Qual o valor do terceiro ponto?
10. Há diferença de duração entre a mínima pontuada e a mínima ligada a uma semínima?
Título: Noções de partitura
PAUTA OU PENTAGRAMA
É o local onde são escritas as notas. São 5 linhas horizontais, paralelas, que formam 4 espaços. As linhas e espaços são contados de baixo para cima. Pode-se acrescentar linhas acima e abaixo da pauta, formando linhas e espaços suplementares superiores (acima da pauta) e inferiores (abaixo).
CLAVE
É um sinal colocado no início da pauta e serve para determinar o nome da nota e sua altura na escala. Por exemplo, a clave de sol é escrita na segunda linha. Então, sempre que no início da pauta estiver a clave de sol, a nota que vier escrita na segunda linha se chamará sol. Para conhecer as outras notas, basta seguir a escala ascendente (sol, lá, si, dó etc.) ou descendente (sol, fá, mi, ré etc.). As outras claves são as de fá (escrita na terceira e quarta linhas) e a de dó (na 1ª, 2ª, 3ª e 4ª linhas).
NOTAS
É a representação gráfica dos sons. As notas são dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. Quando executamos tais notas sucessivamente, formamos uma escala, que pode ser ascendente (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) ou descendente (dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó).
VALORES
Já viram que as notas representam graficamente o som; que tais notas são escritas na pauta; e que o nome dessa nota depende da clave colocada no início da pauta. Agora: quanto tempo vai durar essa nota?
Para que pudéssemos saber as durações de tempo de cada nota foram criados vários desenhos (figuras). Assim, se a nota dó vem representada por uma figura, deverá durar certo tempo.
Existem figuras de som (dizem quanto tempo dura a nota) e figuras de pausa (mostram quanto tempo dura o silêncio). Para cada figura de som existe uma figura de pausa (silêncio) correspondente. Mas afinal, quanto tempo valem a mínima, semínima, a colcheia etc. e suas respectivas pausas? A resposta é: depende. As figuras de som e silêncio não têm tempo fixo. Existe uma relação. Ou seja, uma semibreve vale duas mínimas; uma mínima vale duas semínimas. E assim por diante.
A semibreve é a figura que compreende todas as outras. Ela é tomada como unidade na divisão proporcional dos valores.
LIGADURA
A teoria musical geralmente só se refere à ligação de sons da mesma entonação. Quando ligamos sons iguais, estamos apenas somando seus tempos, ou seja, só o primeiro som é emitido, os demais são apenas um prolongamento do primeiro. A duração será a das respectivas figuras ligadas.
Especificamente em relação á guitarra, além de representar a soma dos tempos de notas da mesma entonação, a ligadura pode indicar uma forma de execução das notas, quando ligamos notas de entonação diferente, mas todos os casos têm uma semelhança: apenas a primeira nota é atacada diretamente. Com os estudos práticos certamente entenderá melhor. Por enquanto saiba que existem duas coisas distintas: 1 - ligação de notas da mesma entonação (somam-se os tempos); 2 - ligação de notas de entonação diferente, indicando a forma de execução das notas.
PONTO DE AUMENTO
É um ponto colocado à direita da figura, aumentando-a pela metade. Por exemplo, digamos que a semínima valha 1 tempo, se colocarmos um ponto de aumento à sua direita ela passará a valer 1 + 1/2 tempo. E mais, se colocarmos um segundo ponto de aumento ao lado do primeiro, ele valerá a metade do primeiro. Ou seja, aquela semínima que valia 1 tempo passará a valer 1 +1/2 + 1/4.
O mesmo ocorre com as pausas. Por exemplo, digamos que a pausa da mínima valha 2 tempos, se colocarmos um ponto de aumento à sua direita ela passará a valer 3 tempos (2 + 1).
Daí podemos tirar que ou ligamos notas da mesma entonação para aumentar sua duração, ou colocamos pontos de aumento à direita da nota.
COMPASSOS
São os grupos de tempo nos quais são colocadas as notas. Esses grupos podem ter 2 (binário), 3 (ternário) ou 4 (quaternário) tempos. Os grupos, ou seja, os compassos são divididos por uma linha vertical chamada travessão.
Muito bem, mas para formar um compasso de dois tempos, por exemplo, precisamos saber quanto tempo dura cada nota. Como saber isso, se as notas não têm tempo fixo, e sim relações? É simples, observem que no início do pentagrama (pauta) há uma fração (2/4, 3/4, 4/4 etc.). Vejam como é mole, o número de cima da fração indica quantos tempos deve ter em cada compasso (2, 3 ou 4). Já o número de baixo da fração estabelece qual a figura que valerá 1 tempo no compasso, ou seja, a figura que representa a unidade de tempo.
Amigos, abreviando nosso estudo teórico, não vou mostrar passo a passo as deduções. Saibam o seguinte:
Quando o 4 for o número de baixo da fração, a semínima valerá um tempo.
Se o 2 for o número lá de baixo, a mínima valerá um tempo.
Já se o 8 for o denominador (o número de baixo da fração), a colcheia valerá um tempo.
A teoria musical apresenta muitas outras possibilidades, com outros números no denominador, mas esses são os mais usados. E é o suficiente para estudar aqui na Sol Maior. Se quiserem aprofundar, comprem um bom livro de teoria musical e vão
Vejam
MARCAÇÃO DE COMPASSOS
É preciso muita atenção agora, pois na minha opinião este assunto representa o principal link entre a teoria e a prática. Marcar um compasso é mostrar, através de movimentos com as mãos, como os tempos são divididos.
Conforme já vimos, esta é a pauta ou pentagrama. 5 linhas e 4 espaços, ambos contados de baixo para cima.
A clave de Sol indica que a nota da 2ª linha é Sol.
O número 2 da fração mostra que cada grupo de notas (compasso) terá 2 tempos. Já o número 4 nos revela que a semínima é a unidade de tempo (vale 1 tempo no compasso). O travessão divide os compassos.
Marcação
Conte 1, 2 1, 2 1, 2 1, 2 1, 2 (...)
Procure pronunciar 1 (um) número por segundo. Não é preciso correria...
Agora, abaixe e levante a mão. Embaixo, conte 1 (um); em cima, conte 2 (dois):
Exemplos:
Compasso 2/4 formado por semínimas. Basta executar 1 nota embaixo e 1 em cima:
Compasso 2/4 formado por colcheias. Prestem atenção, como a colcheia, nesse caso, vale a metade da semínima, precisamos de 2 colcheias para completar 1 tempo. Ou seja, façam 2 notas com a mão lá embaixo (tempo 1) e 2 lá em cima (tempo 2):
Compasso 3/4 formado por 1 semínima (tempo 1), 2 colcheias (tempo 2), e 4 semicolcheias (tempo 3). Como vocês vêem, o primeiro tempo é formado por 1 nota; o segundo, por 2 (1/2 + 1/2); e o terceiro por 4 (1/4 +1/4 + 1/4 + 1/4).
Compasso 4/4. Este compasso é também representado por um C, colocado no início do pentagrama. Atenção ao exemplo: 2 colcheias, 1 pausa da semínima, 4 semicolcheias, 2 colcheias.
ACENTO MÉTRICO
O acento métrico nos permite saber, através da audição, se o compasso é binário, ternário ou quaternário. E mais, sou da opinião de que a importância da acentuação vai além... Na execução de um trecho musical, a acentuação, entre outros fatores, é quem dá estilo à interpretação, e depende do momento, da receptividade do público, da nossa história de vida, da nossa sensibilidade, do nosso conhecimento da música executada etc. É lógico que a partitura e a teoria musical indicam caminhos a serem seguidos, mas o bom músico não é uma máquina de tocar. Observe como deve ser o acento métrico:
Compasso binário: 1º tempo Forte; 2º tempo fraco
Compasso ternário: 1º tempo forte; 2º tempo fraco; 3º tempo fraco
Compasso quaternário: 1º tempo forte; 2º tempo fraco; 3º tempo fraco; 4º tempo fraco;
Note-se que os tempos também são subdivididos em partes fortes e fracas. Nesse caso, a primeira nota do compasso recebe acentuação ligeiramente mais forte que as outras notas também fortes.
Não se esqueça: a acentuação é de extrema utilidade na execução das músicas, pois dá estilo e sentimento à interpretação.
SÍNCOPE
Nos exemplos que demos de marcação de compasso, todos os tempos fortes estavam sendo iniciados por uma nota. Entretanto, pode ocorrer de a nota executada no tempo ou parte fraca anterior ser prolongada até o tempo forte seguinte. Assim, o tempo forte estará preenchido com os "restos" de som da nota anterior. Quando isso ocorre, temos a SÍNCOPE.
CONTRATEMPO
Se no tempo ou parte forte não tiver nota nenhuma, e sim uma pausa (silêncio), teremos um contratempo.
ALTERAÇÕES
Para que vocês entendam rapidamente: saibam que entre algumas notas da escala há outro som. Por exemplo, entre a nota sol e a lá, existe outra nota, que pode receber dois nomes diferentes. Se você parte da nota sol, um pouquinho acima existe o sol sustenido; já um pouquinho abaixo da nota lá existe o lá bemol, que tem o mesmo som do sol sustenido. Daí concluímos que o sustenido é uma alteração ascendente; e o bemol, descendente. Quando se quer desfazer uma alteração, seja ela ascendente ou descendente, usa-se a alteração chamada bequadro.
Então, se entre sol e lá, por exemplo, há um intervalo de tom, entre sol e sol sustenido haverá um intervalo de apenas meio tom, ou seja, um semitom. Outras alterações existentes são o dobrado sustenido, que eleva a nota em dois semitons, e o dobrado bemol, abaixa a nota em dois semitons.
Deve-se ter atenção quando um sustenido for usado após um dobrado sustenido, nesse caso terá efeito descendente. Já se um bemol modificar uma nota anteriormente alterada por dobrado bemol, terá efeito ascendente, é lógico.
Obs.: Não se considera, neste estudo básico, a diferença entre os instrumentos temperados e os não-temperados.
ARMADURA DE CLAVE
É um meio para se conhecer o tom de um trecho musical. Não vou mostrar aqui como se chega a cada armadura. Um bom livro de teoria musical poderá auxiliá-los
Assim, fique atento, pois a armadura faz com que a nota seja alterada sempre que esta aparecer dentro da música. Se quisermos evitar que a armadura altere a nota precisamos colocar uma alteração (um bequadro, por exemplo) no lado da nota alterada pela armadura.
As alterações que aparecem no decorrer do trecho musical, sem constar da armadura, são consideradas alterações acidentais, e só atuam sobre notas de mesmo nome (qualquer lugar da pauta) localizadas dentro de um compasso, e depois do seu aparecimento.
Lembre-se: não havendo armadura alguma no início do pentagrama, a música estará ou em dó maior, ou em lá menor. Estes são os chamados tons naturais.
OUTROS SINAIS
QUIÁLTERAS
Mudança na quantidade de nota que deveria ter no compasso. A mais usada é a de 3 colcheias valendo apenas 1 tempo.
FERMATA
Sinal colocado sobre ou sob uma nota, fazendo com que se prolongue o som mais do que o tempo estabelecido. Como a fermata não indica o tempo do prolongamento do som, a execução fica por conta do intérprete. Entretanto, palavras como "longa" ou "curta" podem ser colocadas sobre a fermata, sinalizando maior ou menor sustentação do som.
Título: Pauta ou Pentagrama
É o local onde são escritas as notas. São 5 linhas horizontais, paralelas, que formam 4 espaços. As linhas e espaços são contados de baixo para cima. Pode-se acrescentar linhas acima e abaixo da pauta, formando linhas e espaços suplementares superiores (acima da pauta) e inferiores (abaixo).
CLAVE
É um sinal colocado no início da pauta e serve para determinar o nome da nota e sua altura na escala. Por exemplo, a clave de sol é escrita na segunda linha. Então, sempre que no início da pauta estiver a clave de sol, a nota que vier escrita na segunda linha se chamará sol. Para conhecer as outras notas, basta seguir a escala ascendente (sol, lá, si, dó etc.) ou descendente (sol, fá, mi, ré etc.). As outras claves são as de fá (escrita na terceira e quarta linhas) e a de dó (na 1ª, 2ª, 3ª e 4ª linhas).
NOTAS
É a representação gráfica dos sons. As notas são dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. Quando executamos tais notas sucessivamente, formamos uma escala, que pode ser ascendente (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) ou descendente (dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó).
É o local onde são escritas as notas. São 5 linhas horizontais, paralelas, que formam 4 espaços. As linhas e espaços são contados de baixo para cima. Pode-se acrescentar linhas acima e abaixo da pauta, formando linhas e espaços suplementares superiores (acima da pauta) e inferiores (abaixo).
CLAVE
É um sinal colocado no início da pauta e serve para determinar o nome da nota e sua altura na escala. Por exemplo, a clave de sol é escrita na segunda linha. Então, sempre que no início da pauta estiver a clave de sol, a nota que vier escrita na segunda linha se chamará sol. Para conhecer as outras notas, basta seguir a escala ascendente (sol, lá, si, dó etc.) ou descendente (sol, fá, mi, ré etc.). As outras claves são as de fá (escrita na terceira e quarta linhas) e a de dó (na 1ª, 2ª, 3ª e 4ª linhas).
NOTAS
É a representação gráfica dos sons. As notas são dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. Quando executamos tais notas sucessivamente, formamos uma escala, que pode ser ascendente (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si) ou descendente (dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó).
Por enquanto é só pessoal,mais vamos tá postando mais e mais conteudos....
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